Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 17/05/2020
O padre Antônio Vieira, no decorrer do século XVII, criticava o Clero por não oferecer uma linguagem acessível aos fiéis, inviabilizando a compreensão de suas palavras. Analogamente, funciona boa parte do sistema educacional brasileiro que, ao tornar a educação desinteressante para boa parte dos alunos, e, também, por uma situação econômica crítica que afeta muitos, faz com que a evasão escolar seja realidade.
No filme americano “Escritores da Liberdade”, é retratado um sistema educacional ultrapassado, no qual os alunos não tem interesse em estudar, porém, uma professora nova, com novos métodos, resgata a confiança deles e tem resultados positivos. Similarmente ao contexto inicial do filme, o Brasil hodierno é cercado por uma boa quantidade de crianças e adolescente que não tem interesse por estudar, devido à conteúdos exagerados, situações estruturais precárias e um conjunto de profissionais desatentos. Assim sendo, todos os alunos e professores que enfrentam tais obstáculos diários são vítimas da falta de interesse em “progresso” educacional do Estado, que está privando as pessoas do acesso ao conhecimento.
Ademais, é notório que o trabalho é uma das principais causas da evasão escolar. Segundo uma pesquisa divulgada pela ONU, no Brasil, em 2017 um em cada quatro alunos do fundamental, pararam de estudar antes de terminar a última série. Isso porque, há uma grande vulnerabilidade econômica nas família brasileira, forçando muitas vezes a criança ou adolescente a trilhar o caminho do trabalho para sobreviver e consequentemente não é possível ir à escola. Dessa forma, é perceptível que um problema é proveniente de outro, em que, todos estão ligados à falha administrativa do Estado.
Destarte, o Ministério de Educação, juntamente com as escolas, devem traçar planos de aulas mais didáticas, através de pesquisas realizadas com base nas opiniões do corpo estudantil, a fim de tornar as aulas mais atrativas e minimizar a evasão. Só assim, com a parceira do Estado, escolas e população teremos uma sociedade rica em conhecimento e com um célere desenvolvimento geral