Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 18/05/2020

Segundo o filósofo alemão Immanuel Kant: “O homem é aquilo o que a educação faz dele”. À luz disso, a educação é inerente à condição humana. Contudo, no Brasil, a situação relativa ao aprendizado é, infelizmente, afetada pela evasão escolar. Nessa conjuntura, a principal causa desse problema é o distanciamento entre o aluno e a escola, e, consequentemente, o indivíduo que não possui acesso ao ensino tem uma maior probabilidade de optar pelo crime.

Mormente, nota-se que diversos alunos não possuem fácil acesso às escolas, ao qual tem a necessidade viajar vários quilômetros para poder estudar. Nesse contexto, diversos estudantes optam por largar os estudos, pois não possuem condição financeira para usar os meios de transporte, que impossibilita a locomoção até as salas de aula. Desse modo, esses indivíduos se enquadram na teoria do jornalista Gilberto Dimeinstein, como cidadãos de papel, visto que seu direito a educação, que deveria ser assegurado pelo Estado, está garantido apenas do plano teórico. Nesse sentido, dificilmente, esses jovens retornam à escola, porque não possuem auxílio para acessar esse espaço.

Ademais, é notória que a educação e as taxas de crimes são, inversamente, proporcionais, dado que quanto maior o acesso à educação menor a porcentagem de criminalidade. Consoante ao poeta francês, Vitor Hugo: “Quem abre uma escola fecha uma prisão”. Nessa lógica, indivíduos que não possuem acesso ao ensino são marginalizados no mercado de trabalho, porquanto o cenário atual de empregos exige maior capacitação dos profissionais. Sob tal ótica, o cidadão que não concluiu seus estudos não possui muitas alternativas de ascensão social e poderá encontrar na criminalidade uma forma fácil de conseguir seu sustento.

É mister, portanto, que metidas sejam tomadas para mitigar essa problemática gerada pela evasão escolar. Dessa forma, urge que o Ministério da Educação invista na criação de escolas, por meio da realocação de recursos econômicos para que sejam direcionados à educação, que deveram ser localizadas em áreas de regiões com população carente. Assim, facilitará aos estudantes acesso a esse espaço. Outrossim, as escolas devem aumentar a relação com os pais dos estudantes, por meio de palestras e reuniões entre a escola e os parentes dos alunos, que tem o objetivo de incentivar os pais a manterem seus filhos nos colégios e explicar a eles a importância da educação na vida dos alunos. Desse jeito, os responsáveis estarão mais conscientes sobre a necessidade de permanência dos jovens no ambiente escolar. Feito isso, esse problema pode ser superado.