Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 16/06/2020

O livro “Pedagogia da autonomia”, do educador brasileiro Paulo Freire, mostra dois modelos de educação: a educação bancária, conteudista, e a educação libertadora, caracterizada pela autonomia do aluno. Paralelo a isso, o atual modelo de ensino tradicional, na maioria dos casos, é o maior impulsionador da evasão escolar brasileira, uma vez que ocasiona o desinteresse do aluno e, consequentemente, ameaça à cidadania.

Em primeiro plano, é comum observar que o sistema tradicional educacional é passivo, no qual os professores transferem os conteúdos para os alunos, que gera uma desmotivação no aprendizado e posteriormente, na maioria dos casos, uma fuga escolar. Nesse sentido, Paulo Freire relata como a educação libertadora pode engajar os educandos, já que na sua metodologia inovadora há a estimulação do desenvolvimento de pensamento entre a turma. Com isso, seria evidenciado a democratização do ensino dentro da sala de aula, haja vista a participação ativa dos educandos e maior envolvimento com o ambiente escolar.

Outrossim, a evasão institucional, decorrente da falta de motivação, ameaça à cidadania, posto que a Constituição Federal de 88 garante a educação como direito a todos os cidadãos. Nessa perspectiva, o sociólogo Thomas H. Marshall define como cidadania o conjunto de direitos civis, sociais e políticos certificados por uma constituição. Dessa forma, quando um aluno deixa o ambiente escolar o governo não assegura o que estabelece o regimento cidadão.

Portanto, com o objetivo de aumentar o interesse dos alunos brasileiros pela formação escolar e garantir o direito à educação, o Ministério da Educação deve promover uma reformulação da grade curricular das escolas do país. Isso deve ser feito por meio da contratação de especialistas na área, especificamente os que se inspiram na metodologia ativa de ensino proposta por Paulo Freire, que envolve uma aproximação entre os conteúdos dados e o cotidiano dos alunos.