Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 05/07/2020
Com a Constituição de 1934, diversos direitos sociais foram adquiridos, entre eles a gratuidade do ensino primário e de frequência obrigatória. Com isso, a educação passa a ser uma característica fundamental de cidadania. Contudo, a evasão escolar tem se tornado um percalço nesse sentido, ocasionando dificuldades não só na constituição da cidadania, mas também no mercado de trabalho. Logo, medidas fazem-se necessárias para mudar essa realidade.
Primeiramente, é válido ressaltar que a cidadania plena só se constitui por meio de uma formação educacional completa. Consoante à isso, a Constituição Cidadã de 1988, fez da educação um direito social fundamental do brasileiro. Entretanto, com a evasão escolar no contexto brasileiro, tem-se prejudicado não só a formação cidadã do indivíduo, mas a sua posição futura no mercado de trabalho. Prova disso, são os dados do Banco Mundial, segundo o qual 49,3% dos desempregados brasileiros são pessoas com escolaridade incompleta.
Outrossim, aspectos socioeconômicos agravam o problema. Segundo o filósofo Immanuel Kant, o homem nada mais é do que aquilo que a educação faz dele. Desse modo, uma boa estrutura social e econômica colabora com a educação e a geração de um indivíduo com maiores capacidades. No entanto, a realidade, principalmente das periferias brasileiras, acabam prejudicando a concretização da máxima kantiana, uma vez que o descaso governamental por essas áreas acaba dificultando o acesso e a permanência dos estudantes na escola.
Destarte, medidas fazem-se necessárias para mudar essa realidade. Logo, cabe ao Ministério da Infraestrutura, por meio de recursos financeiros, proporcionar estrutura nas regiões de maior necessidade do país, visando garantir condições mínimas de vivência. Ademais, cabe ao Ministério da Educação, junto às escolas, criar oficinas diversas no ambiente escolar, objetivando preservar o interesse do estudante, garantindo, assim, o direito constitucional à educação e a cidadania.