Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 01/07/2020

O filósofo grego Aristóteles,o prussiano Immanuel Kant,e o britânico Jeremy Bentham,todos eles têm algo em comum:dissertaram sobre a ética,ou seja,as condutas universais do homem para o bem-estar nas relações sociais de maneira plena.Nesse sentido,é inegável ponderar que é nas escolas que se aprende os primórdios dos conceitos éticos.Entretanto,em épocas de pós-modernidade está ocorrendo um empecilho constante que é a evasão escolar na realidade brasileira.Dessa maneira,é importante caracterizar dois pontos importantes nessa temática:primeiramente a causa (uma delas seria a ausência de orientações ou suporte governamentais) e as consequências.

A princípio,vale ressaltar que é direito do Estado em garantir educação de qualidade a todos do país. Acerca disso,segundo a Constituição Federal de 1988,artigo 6º,os direitos sociais assegura não apenas isso,mas também de uma moradia e comida.No entanto,o que se observa é o contrário do que está sendo pautado nas leis,uma vez que a partir dos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística( IBGE),mais de 50% dos alunos e alunas não completaram o ensino fundamental.Sendo assim , uma das justificativas seria a falta de recursos financeiros de continuar os estudos, a falta de alimentação ou sustento.Logo,sabe-se o quanto é importante uma reformulação dessa postura estatal.

Outrossim,cabe salientar que a baixa escolarização populacional diminui a mobilidade social e evidencia o efeito do problema.Isto porque,consoante ao físico Albert Einstein,uma mente que se abre para novas ideias nunca volta ao normal.Em outras palavras,os livros podem trazer para os jovens um senso crítico em relação ao que acontece no cotidiano.Além disso,é a partir desse ponto que ocorre a possibilidade de entrar na faculdade e posteriormente entrar no mercado de trabalho,o que consequentemente,diminui a desigualdade social do maior país da América Latina.Dessa forma,urge ações efetivas.

Infere-se,portanto,que propostas são necessárias para atenuar o impasse.Para que isso ocorra,o Ministério da Educação,em coparticipação com os três poderes(Executivo,Legislativo e Judiciário),deve implementar medidas,a curto a longo prazo,tanto em escolas públicas quanto privadas,como debates sobre esse assunto,além da distribuição de cartilhas-informativas e cestas básicas em locais de grande fluxo de pessoas,em shoppings e praças.Isso será tangível por meio de parcerias público-privada,o que auxiliaria em mais capital.Ademais,a mídia iria divulgar esses eventos em canais abertos e fechados, em horário nobre,com a participação dos principais representantes do ministério e especialistas para que se possam conversar sobre as primeiras medidas a serem colocadas em prática mais urgentemente.Então,assim,no fim todos os meninos e meninas possam continuar nos colégios.