Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 04/07/2020
O advento da escola, na historiografia humana, representa uma maior democratização e padronização do acesso à educação. Entretanto, na hodierna sociedade tal instituição depara-se com o processo de evasão, fato esse decorrente da desqualificação desse setor. Destarte, a ausência de participação efetiva do Governo propicia uma maior caotização dessa situação. Consequentemente, isso intensifica o abandono escolar e, ao mesmo tempo, acarreta danos na vida pessoal e profissional dos indivíduos.
É pertinente abordar, a priori, que a exiguidade de investimento financeiro provoca a deterioração das bases de funcionamento desses locais, haja visto que a falta de planejamento e também de transporte, principalmente para os alunos da zona rural tornam-se fatores relevantes para esse acontecimento. Do mesmo modo, que a perda de atratividade dessas instituições de ensino tende a ocasionar sua desvalorização, pois consoante ao teórico Jean Piaget, a escola não incentiva a produção de novos conhecimento e, sim prioriza que a atual geração repita o que as outras fizeram, assim, ratifica a preocupação em simplesmente fornecer mão de obra para o sistema capitalista. Dessa forma, nota-se a depreciação do conhecimento e, com isso, pessoas e, sobretudo os jovens propendem a manipulação social, fato esse decorrente da ausência de um senso crítico sólido.
Por conseguinte, é visível um aumento expressivo do abandono escolar, posto que a questão econômica se torna outro fator de suma importância e, com isso, jovens que enquadram -se ema famílias pobres são de certo modo obrigados a afastarem da escola para ajudar no sustento da família. Ademais, esses indivíduos sofrerão um processo de marginalização socioeconômica mais intenso, visto que a carência de uma escolaridade eficiente e adequada impossibilita sua inserção no mercado de trabalho e, ao mesmo tempo, transforma-os em cidadãos passivos que sofrem com os desrespeitos dos seus direitos presente na Carta Magna de 1988. Diante dessa situação, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 11,8% dos jovens entre 15 e 17 anos estavam foram do ambiente escolar em 2018, dado esse que demonstra a despretensão estatal em solucionar esse paradigma.
Depreende-se, portanto, que a evasão escolar decorre da inaptidão do Estado em promover condições adequadas para amenizar esse problema. Nesse sentido, o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Cidadania, deve promover verbas, com intuito de viabilizar a reestruturação das escolas e também da Base Nacional Comum Curricular, bem como de um transporte adequado e, assim, fornecer subsídios condizente com a necessidade de cada estudante. Do mesmo modo, é necessário incentivar a economia através de programas, a fim de fornecer condições econômicas para os responsáveis pelos jovens e,com isso, acabar com o abandono devido a situação financeira.