Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 09/07/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos direitos básicos, tais como: educação e bem-estar social. Entretanto, o país se afasta dessa realidade ao se analisar os altos índices de evasão escolar no Brasil, na qual há a ineficiência estatal, em consonância com precoce entrada no mercado de trabalho, como os pilares desse conflito. Nesse sentido, subterfúgios devem ser encontrados para a resolução desse impasse sociocultural.
Em primeiro lugar, vale ressaltar a inobservância do governo inerente à educação como a principal potencializadora desse problema. Nessa linha de pensamento, o sociólogo Émile Durkheim, em sua análise política contemporânea, menciona que é dever de um Estado virtuoso proporcionar condições ideais para a população usufruir das instituições sociais. Porém, os estudantes brasileiros encontram dificuldades em permanecer nas escolas, pois com a ausência das ações do Estado, o indivíduo sofre com os altos custos cobrados com transporte, alimentação e moradia.
Paralelamente a esse cenário, surge o ingresso precoce no mercado de trabalho como consequência direta desse alarmante panorama nacional. Nesse espectro, a Universidade Federal de Fluminense divulgou uma pesquisa na qual informa que cerca de 42% da evasão escolar ocorrida no Rio de Janeiro é decorrente da necessidade do indivíduo em ajudar na renda familiar. Assim, o estudante não consegue conciliar os estudos com emprego, de modo a dificultar a permanência do indivíduo nos colégios. Sob essa análise, denota-se que é imprescindível a intervenção Estatal para a resolução do problema supracitado.
Fica evidente, portanto, a relevância do debate acerca da educação brasileira. Desse modo, o Ministério da Educação aliado ao Superministério da economia - principais responsáveis pelo planejamento da educação do país - deve, por meio do sancionamento de leis e decretos para um maior direcionamento de verbas ao âmbito social, criar e potencializar a distribuição de auxílios para os estudantes brasileiros. Tal plano deverá focar, principalmente, em evitar a evasão escolar relacionada a necessidades financeiras, de modo a construir uma sociedade permeada pela eficiência do sistema educacional. Somente assim, com essas medidas, a população poderá gozar dos direitos promulgados em 1948.