Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 18/07/2020
Está homologado na Constituição Federal de 1988, que a educação é direito de todos e dever do Estado e da família promover tal conhecimento, visando pleno desenvolvimento da pessoa e estando qualificado para o trabalho. Entretanto, observa-se que, a realidade da educação é totalmente outra, fazendo com que o estudante cada vez mais saia da escola sem o conhecimento do básico. Por esse viés, deve-se observar qual a causa da evasão escolar e consequências que isso proporciona ao adolescente.
Em primeiro plano, é necessário entender a raiz do problema com a evasão escolar. Um levantamento realizado pela ONG (organização não governamental) Todos Pela Educação, em 2017, com base nos resultados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), cerca de 62% dos jovens entre 15 e 17 anos estão fora da escola. Nesse âmbito, a necessidade de ir cedo para o mercado de trabalho e baixa qualidade do ensino nas escolas, são os principais problemas pelos quais esses jovens abandonam o ensino.
Por consequente, observam-se problemas para o jovem no seu desenvolvimento. O abandono escolar tem como reflexo direto no mercado de trabalho, devido a sua baixa qualificação. Nesse sentido, também pode-se observar o aumento da criminalidade, já que não possui qualidade o suficiente para o trabalho, procura outras formas que se estabilizar financeiramente.
Urge, portanto, formas de minimizar a evasão escolar como realidade brasileira. Logo, cabe ao Poder Público, em conjunto com o Ministério da Educação, criar políticas públicas, para que possam melhorar a qualidade da educação, principalmente nos anos iniciais, com investimento em parelhos tecnológicos que chamem a atenção dos jovens para a escola. Ademais, é necessário que esse ministério, elabore palestras, para as famílias de classe média e inferiores, com encontros que mostrem a necessidade de se incentivar o jovem a não abandonar a escola. Dessa forma, o jovem estará preparado para qualquer desafio decorrente.