Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 21/07/2020

O direito legal à educação foi promulgado na Constituição de 1988 garantindo, como dever prioritário do Estado, a manutenção da qualidade de ensino. Entretanto, atualmente, essa responsabilidade tem sido negligenciada, promovendo malefícios à população brasileira. Sob essa análise, é inegável que a falta de incentivos pelas instituições educacionais e políticas públicas têm favorecido a saída de alunos das escolas.

A princípio, a didática pedagógica mostra-se prejudicada sem inovações e um planejamento monótono. Nesse contexto, as escolas - principais influenciadoras na formação cidadã - não estão proporcionando mecanismos que despertem o interesse dos educandos. Então, uma pesquisa realizada pelo Profissão Repórter, programa jornalístico apresentado pela emissora Rede Globo, retratou as consequências desse cenário - de forma quantitativa - em que uma a cada quatro crianças desistem de estudar ainda no ensino fundamental.

Ademais, as desigualdades sociais contribuem para o agravamento do abandono colegial, visto que famílias marginalizadas e, sem acesso ao conhecimento instrutivo, precisam lidar com a violência e a ajuda dos seus filhos - em trabalhos remunerados - para sobreviverem. Dessarte, esse panorama prejudicial rompe com a definição de contrato social, defendida por John Locke, que orienta ao bem-estar coletivo viabilizado pelo Poder Público.

Portanto, conforme a perspectiva apresentada, é essencial que a coordenação das escolas, em parceria com os professores, avaliem se há dentro do corpo discente indivíduos em situação vulnerável e, recorram aos governantes estaduais para uma solução conjunta. Esses agentes poderiam fornecer incentivos financeiros, bolsas de intercâmbio, oficinas dinâmicas com aspectos culturais ou esportivos e reuniões com convidados do ensino superior para debates construtivos. Assim, a médio e a longo prazo, haveria uma significativa mudança nos limites enfrentados por esse grupo de estudantil.