Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 31/07/2020
O rapper paulista Pregador Luo diz em uma das suas composições sobre a cidade de São Paulo: “a escola é uma porcaria, nunca funciona”. Considerando que tais versos atuam como uma manifestação cultural que denuncia a realidade de alunos que deixam os estudos devido à má qualidade do ensino público no Brasil, pode-se perceber que a negligência estatal na garantia da educação enquanto direito dos cidadãos é um desafio para que o problema da evasão escolar seja resolvido. Desse modo, medidas são necessárias para a resolução do impasse.
Em primeira instância, a desigualdade nos centros urbanos brasileiros é um desafio para que o problema da evasão escolar seja resolvido. Segundo o contratualista John Locke, para haver a manutenção da igualdade na sociedade, todos os direitos dos cidadãos devem ser garantidos pelo Estado. Apesar disso, a precariedade da infraestrutura de escolas públicas no Brasil e a insuficiência de projetos de reparo dessas construções apontam para o descaso estatal na garantia da educação enquanto direito. Assim, o ambiente escolar se torna excludente e pouco atrativo para os alunos, contribuindo para a evasão escolar e, consequentemente, indo contra a igualdade proposta por Locke.
Ademais, a insuficiência de investimentos do Estados na educação é um empecilho para a resolução do problema de alunos que deixam a escola seja resolvido. O filme estadunidense “Escritores da Liberdade”, da década de 2000, mostra a escrita atuar como ferramenta de expressão para que alunos carentes retomassem seus estudos. De maneira contrária ao enredo da obra, no Brasil, a escassez de programas educacionais que promovem a inclusão por meio da educação revela a negligência governamental na promoção do ensino público. Assim, os estudantes são expostos a problemas como a evasão escolar quando não há investimentos do Governo nessa esfera.
Portanto, ações devem ser feitas para que a problemática em questão seja resolvida. A fim de combater a evasão escolar, cabe ao Governo Federal promover a educação enquanto ferramenta de inclusão social por meio da liberação de verbas ao Ministério da Educação. Tal órgão, por sua vez, será responsável pelo desenvolvimento de programas educacionais para alunos carentes e projetos de melhoria na infraestrutura de escolas públicas brasileiras. Espera-se, com tais medidas, combater a realidade excludente denunciada por Pregador Luo.