Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 07/08/2020

Na obra de Machado de Assis, “conto de escola”, Pilar é um menino que possui uma facilidade em fazer as tarefas maior que seus colegas, contudo, deixa de ir à escola pois se sentiu atraído pelo pelo batalhão de fuzileiros. Fora da ficção, trata-se de uma sagaz obra, pois retrata a evasão escolar, realidade brasileira ainda desafiadora, seja pela precária infraestrutura dos colégios, seja pela falta de aulas profissionalizantes.

De início, o insuficiente investimento governamental nas escolas é um vetor para a sáida dos alunos nesse ambiente.Sob tal ótica, conforme o filósofo Grego Aristóteles,“a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos’’. Assim, é perceptível que esse conceito se encontra incoerente no Brasil, haja vista a falta de materiais didáticos, laboratórios de informática e bibliotecas. De tal modo, sem esses recursos interativos e atrativos, vários estudantes não sentem interesse de frequentar as aulas e saem da escola dificultando a inserção no mercado de trabalho.

Em segundo plano, a ausência de instrução das instituições de ensino ao mercado de trabalho também contribui a permanência do entrave. Segundo uma pesquisa do jornal “The independent” nas escolas, 76% dos alunos entrevistados falaram que os colégios focam apenas no desempenho deles nos exames. Dessa forma, como muitos estudantes precisam de renda no curto prazo para ajudar no sustento de seus familiares, eles deixam de frequentar as escolas porque estas não preparam para o mercado de trabalho, levando-os ao mercado de trabalho sem qualificação, favorecendo a persistência da desigualdade social.

Logo, urge que O MEC ofereça ensino profissionalizantes para os estudantes por meio da federalização do ensino médio, com os cursos técnicos na grade curricular que essas escolas já possuem,principalmente em tecnologia, que é área com mais demanda e desse modo, prepará-los ao mercado de trabalho. Além disso, é necessário uma gestão eficaz das diversas secretarias de educação para organizar uma infraestrutura adequada com estabelecimentos pedagógicos espalhados pelos estados.