Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 17/08/2020
Historicamente, a educação brasileira sempre foi voltada para a as classes altas, nas quais os filhos podiam estudar sem nenhuma preocupação. Paralelamente, no século XXI, o ensino permane elitizado e não se dá conta das dificuldades que as classes menos favorecidas enfrentam, o que causa uma alta taxa de evasão escolar. Sendo, a necessidade de trabalhar e a gravidez na adolescência, os principais motivos para tal situação. Desse modo, deve-se analisar esses fatores para que seja possível minimizar o problema.
Primeiramente, a necessidade de trabalhar é o principal fator que influencia a evasão escolar dos jovens. Essa urgência em arrumar um emprego surge devido à carência das famílias, que muitas vezes não conseguem se sustentar apenas com os salários dos chefes de família. Assim, o jovem se sente na obrigação de ajudar, por isso começa a trabalhar integralmente e, pelo cansaço, abandona a escola. Essa situação é mais comum do que aparenta, já que, de acordo com uma pesquisa realizada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, apenas 28,6% das pessoas em idade escolar não trabalham. Essa situação deixa visível a necessidade de uma intervenção governamental para a solução do problema.
Além disso, a gravidez na adolescência também é determinante para que as meninas saiam das instituições de ensino. De acordo com uma pesquisa realizada em 2016 pelo Ministério de Educação (MEC), aproximadamente 18% das jovens que engravidam abandonam os estudos. Isso se deve à dificuldade de cuidar de um bebê e à responsabilidade que essa jovens adquirem, situação, que muitas vezes é agravada porque suas famílias não querem ou não podem cuidar dos recém nascidos enquanto as meninas estudam, o que as leva a abandonar a escola. Dessa maneira, é aparente que algo deve ser feito para evitar essas gestações precoces.
Portanto, o Estado deve tomar as medidas cabíveis para mitigar essa problemática. Para tanto, o MEC, deve, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, criar um auxílio estudantil como incentivo para que alunos, do ensino fundamental e médio em situação de vulnerabilidade socioeconônica, permaneçam na escola. Também é importante que o Ministério da Cidadania e as instituições de ensino, elaborem e forneçam aulas de educação sexual, visando a prevenção de uma gravidez precoce e da contração de IST’s. Essas medidas tem como finalidade a diminuição das taxas de evasão escolar e, consequente uma maior quantidade de brasileirops escolarizados. Dessa forma, será possível criar um ensino mais inclusivo, voltado não apenas para a educação dos filhos das elites.