Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 25/08/2020

Segundo Nelson Mandela, “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.” Sob tal ótica, torna-se visível a importância da educação na sociedade contemporânea. Contudo, o Brasil possui índices de escolaridade preocupantes, tendo em vista, o elevado número de alunos que abandonam a escola de forma prematura. Pode-se considerar como causa disso, a inacessibilidade encontrada por muitos jovens, quanto ao comparecimento à escola. Além disso, muitos adolescentes encontram a barreira da pobreza, fato que dificulta ainda mais a permanência na escola.

De acordo com o Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), 43,7% dos jovens brasileiros entre 15 e 16 anos exercem algum tipo de trabalho remunerado. Nesse contexto, torna-se visível que muitos dos jovens brasileiros enfrentam a necessidade de trabalho como forma de complemento para a renda familiar, antes  de terminar o ensino médio. Acontecimento, o qual, gera intensa evasão escolar e, por isso, compromete o futuro dos jovens brasileiros, dificultando a iminente inserção no mercado de trabalho. Faz-se imprescindível, portanto, a inversão dessa situação.

Ademais, de acordo com o Compromisso Todos pela Educação, criado pelo MEC (Ministério da Educação), é dever dos pais matricular o aluno na escola mais próxima da sua residência. Porém, é comum em regiões periféricas e urbanizadas, mesmo a escola mais próxima ser de difícil acesso. Nesse contexto, é visível a ineficácia do transporte escolar e, ainda, a carência de escolas fora dos grandes centros urbanos.

Em suma, torna-se evidente a intensa evasão escolar brasileira, bem como, suas causas. Logo, é dever das autoridades estatais, em colaboração com o MEC, por meio da construção de novas escolas públicas, o término desta conjuntura. Outrossim, espera-se das autoridades de cada estado a ampliação das vias de transporte público, a fim de tornar as escolas mais acessíveis e então, evitar a evasão escolar.

Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB),  2,8 milhões saem todos os anos.