Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 25/08/2020
O livro “Quarto de despejo”, de Carolina de Jesus, narra que a própria escritora precisou abrir mão de sua alfabetização para procurar emprego, em busca de sustentar seus três filhos. Analogamente, o abandono à escola é um problema comum no país, ocorrendo devido à pobreza e falta de interesse do estudante. Assim, torna-se imprescindível a busca por caminhos para diminuir a evasão escolar no Brasil para atenuar tal questão.
Em primeiro plano, é válido expor que o fator socioeconômico dificulta a permanência do aluno na escola. Essa lógica é comprovada por dados do IBGE, de 2018, aos quais afirmam que a desistência colegial no Brasil é oito vezes maior entre jovens de famílias pobres. Em consequência disso, o educando se vê obrigado a trabalhar para complementar a renda familiar, ou tem seu aprendizado prejudicado pela falta de acesso a direitos básicos como alimentação, energia elétrica e transporte. Logo, é substancial mudanças nesse quadro.
Outrossim, cabe apontar o desinteresse dos discentes em frequentar o colégio. Nesse sentido, o pensamento de Nelson Mandela: “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”, é incomum a esses jovens. Desse modo, nota-se que tal desânimo quanto ao estudo, se dá por conta de métodos pedagógicos arcaicos, que ao não buscar alternativas para instigar a curiosidade pelo conhecimento, acarretam sucessivas reprovações de alunos com dificuldade, e consequentemente, suas desistências.
Infere-se, portanto, que urgem medidas para a resolução da problemática. Por isso, cabe ao Governo Federal, instância máxima de ação executiva, dar assistência à famílias carentes, por meio da disponibilização de bolsas permanência aos estudantes de baixa renda, a fim de suprir parte de suas necessidades básicas. Além disso, o Ministério da Educação, instituição de alta relevância para o país, deve resolver as dificuldades disciplinares, por meio da instauração do reforço escolar gratuito, visando reduzir o número de repetentes e assim, tornar possível a todos o ideal de Nelson Mandela.