Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 26/08/2020

“Mas o ideal é que a escola me prepare para a vida, discutindo e ensinando os problemas atuais e não me dando as mesmas aulas que eles deram pros meus pais”, a música “Estudo errado” do artista “Gabriel o Pensador”, tem o intuito de criticar o anacronismo existente entre o ensino e os jovens brasileiros. Infelizmente, essa questão é preocupante, uma vez que corrobora no impasse da invasão escolar. Dessa forma, é necessário discutir que o tema espelha os modelos arcaicos de educação, e que também infringe direitos Constitucionais.

Antes de tudo, é preciso analisar que as escolas não geram identificação na maioria dos alunos. Sob essa perspectiva, o educador José Pacheco declarou, que as escolas, professores e alunos não conseguem se conectar, pois usam linguagens de séculos diferentes. Assim, é possível notar que os jovens não veem sentido nos conteúdos que são dados, porque não conseguem relaciona-los à própria realidade. Logo, constitui-se escolas arcaicas que não promovem a educação inclusiva, mas que se distancia dos alunos, criando abismos educacionais que gera o desinteresse e a evasão escolar.

Dessa forma, esse impasse esbarra na perda de direitos já conquistados. Para isso, é valido lembrar que Constituição Federal, artigo 205, foi baseado no sonho de oferecer educação e proporcionar o pleno desenvolvimento de todos os brasileiros. Entretanto, é notório que o poder público não cumpre seu papel enquanto agente fornecedor desse direito, uma vez que há 3,5 milhões de estudantes que abandonaram a escola em 2018, de acordo com o Censo Escolar. Dessa maneira, percebe-se que essa inaceitável questão de evasão configura, não só um irrespeito colossal, mas também a infração das leis supremas do país.

Portanto, com o objetivo de evitar a evasão escolar no Brasil, urge que o Ministério da educação, faça projetos estudantis, por meio da reformulação no estilo das aulas, para proporcionar aos alunos uma maior identificação com o ambiente acadêmico. Ademais, essas devem conter a participação de educadores, como José Pacheco, que rompam com o padrão de sala de aula arcaica e que ajudem professores e alunos a criarem uma interação mais eficaz. Somente assim, a música do Gabriel o Pensador deixará de retratar o Brasil e a constituição se fará valer.