Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 29/08/2020

A Constituição Federal, promulgada em 1988, assegura a todos os indivíduos o pleno direito a educação. Entretanto, esse cenário é diferente na sociedade contemporânea, visto que a evasão escolar é uma realidade em pleno século XXI. Diante disso, em virtude não só da metodologia ultrapassada utilizada pelos professores, mas também da ausência de infraestrutura adequada para o ensino, emerge um problema complexo, que precisa ser resolvido.

Em primeira análise, é imperativo salientar que a lógica aplicada para a transmissão de conhecimento pelos educadores tem ficado obsoleta ao longo dos anos. Consoante ao filósofo Immanuel Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. Dessa forma, é notória a importância do ensino na vida de cada cidadão, para que ele construa um futuro melhor e consiga uma ascensão social. Porém, a evasão escolar no Brasil só vem aumentando, pois muitas vezes a desistência vem por meio da falta de identificação com as matérias básicas da grade curricular nacional, já que há uma divisão de todas essas em três áreas do conhecimento, e, portanto, um discente que se assemelha mais com exatas, acaba por ser obrigado a comparecer em aulas que não lhe é conveniente. Assim, enquanto a problemática não for solucionada, os alunos continuarão sendo privados de um direito constitucional.

Além disso, outra causa para a configuração do problema é a falta de infraestrutura nas escolas brasileiras. De acordo com o PNE (Plano Nacional de Educação), somente 4,4% das instituições de ensino têm locais como laboratórios e quadras poliesportivas, sendo assim, apenas 6.504 unidades oferecem esses espaços aos estudantes. Desse modo, fica evidente a causa da evasão escolar, isto é, sem o auxílio de locais específicos para cada área do conhecimento, os professores tendem a ficar numa posição de impotência, pois eles ficam sem ferramentas como, por exemplo, lousas digitais, que ajudam na compreensão dos assuntos discutidos nas salas de aula. Tudo isso, retarda a resolução do problema, o que prejudica a vida escolar de todos os alunos em território nacional.

Portanto, uma intervenção faz-se necessária. Para isso, é preciso que o Ministério da Educação, como instância máxima da administração dos aspectos educacionais do Brasil, deve investir na construção de instituições de ensino com uma infraestrutura mais tecnológica, por meio da utilização de verbas governamentais, com a finalidade de possibilitar um ambiente completo e inovador para os discentes. Essas instituições devem ser estrategicamente posicionadas para atender desde a população rural, até os grandes centros urbanos. Com isso, o Brasil tornará os direitos assegurados pela Constituição Federal uma realidade.