Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 01/09/2020

Segundo Immanuel Kant, o homem é tudo aquilo que a educação faz dele. Nessa perspectiva, o acesso à educação é o caminho básico e essencial para formação do cidadão. Todavia, a evasão escolar é uma realidade no Brasil, na qual os alunos abandonam a escola incentivados por dificuldades no aprendizado e problemas socioeconômicos.

Em primeiro lugar, a Organização Todos pela Educação aponta que entre a principal causa de desistência escolar está o desinteresse. Dessa maneira, os alunos têm uma visão deturpada da escola, como um ambiente que não os representa. Consequentemente, o corpo docente precisa ter os recursos para acolher e dialogar com esses joves, além de buscar inovação na didática, com intuito de deixá-la mais atrativa. Porém, as condições das escolas públicas brasileira não permitem tal articulação, pois apresentam superlotação e material, profissionais e estrutura insuficiente para a demanda.

Outrossim, as dificuldades encontradas na escola podem ser preenchidas pela necessidade de trabalhar. Estudos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que os grupos com maior probabilidade de abandonar a escola são os jovens de baixa renda e negros. Portanto, esses indivíduos que já se encontram à margem da sociedade, quando deixam os estudos, perpetuam o padrão de parcela mais vulnerável economicamente. Em entrevista para o programa “Altas Horas”, o rapper Mv Bill relata que sua mãe preferia quando ele voltava para casa com o pão, do que com formação acadêmica, exemplificando que a evasão escolar se torna o caminho para não ver mais sua família passando fome.

Por fim, o Brasil carrega altos índices de evasão escolar. Com Auxílio dos Ministérios da Educação e da Cidadania, por meio de investimentos em toda extensão brasileira, que sejam aplicados em reformas escolares, contratação de professores e melhoramente dos seus salários, a fim de melhorar a qualidade das aulas, para que a escola seja atrativa novamente. Além disso, um auxílio financeiro para as famílias dos estudantes enquanto não finalizam os estudos, para que eles tenham a sua formação como principal responsabilidade e única preocupação. Somente dessa forma a escola será humanizada e eficiente na formação dos índividuos.