Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 28/09/2020

Na saga de livros “Harry Potter” de J.K. Rowling, é abordado o assunto da evasão escolar, no qual o personagem Hagrid abandona a escola, e pode-se ver as consequências de sua ação ao longo de sua trajetória de vida. Tal realidade descrita no mundo fictício pode-se assemelhar a realidade vivida por muitos jovens e crianças no Brasil e no mundo, que abandonam a escola e, mais tarde, têm problemas para conseguirem bons empregos, juntamente com uma boa qualidade de vida. Portanto, torna-se necessário discutir e analisar os desafios para o combate à evasão escolar no Brasil.

De fato, décadas atrás era muito comum que jovens largassem a escola para ir trabalhar e ajudar a sustentar suas famílias, porém, com o passar dos anos, tal realidade ficou restrita a famílias com baixa renda ou que residem no interior, e não conseguem sustentar um filho para ir a escola. Um fator que pode ser citado para explicar a falta de apoio e esperança familiar com esses jovens é a descrença do governo, que não acredita e investe nos adolescentes, que são o futuro do país. Como exemplo desse descaso político com a educação pode-se citar o discurso dado por Milton Ribeiro, o atual Ministro da Educação, que afirmou ser um equívoco das pessoas mais pobres almejarem um diploma.

Ademais, torna-se válido salientar que, de acordo com o site “educacao.uol”, 62% dos adolescentes entre 15 e 17 anos se encontram fora da escola. O que normalmente reflete na necessidade do aumento da renda familiar, que leva o jovem a largar a escola para conseguir um emprego. Em outros casos, os adolescentes que moram nas favelas muitas vezes são coagidos a largar a escola para se envolverem com o tráfico de drogas ou, pela falta da educação sexual que não existe nas escolas brasileiras, começam uma família muito cedo, e crianças largam a escola para sustentar outras crianças. Desse modo, os jovens que optaram pela evasão escolar acabam tendo uma vida com poucas oportunidades, e com uma qualidade de vida ruim, sem previsão para melhoras, por não terem o básico da educação exigido pela maioria dos empregos pelo país.

Nesse sentido, urge que o Ministério da Educação, por meio de investimentos, mude o cenário atual correspondente a evasão escolar, com o aumento do apoio dos professores com os alunos, e com uma taxa de incentivo de estudo para as crianças com uma renda mais baixa, para que assim os jovens possam ter a oportunidade de ter um futuro melhor, a fim de promover o progresso do país e aumentar a qualidade de vida de todos. Dessa maneira, os números de crianças e jovens fora das escolas irá diminuir, o que proporcionará uma nação mais inteligente, com muita mão de obra qualificada.