Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 20/10/2020

Consoante Immannuel Kant, ‘‘o Homem é aquilo que a educação faz dele’’, ou seja, o individuo se constrói a partir de ensinos educacionais. No entanto, no Brasil hodierno, observa-se grandes índices de evasão escolar, ou seja, abandono da escola durante o ano letivo. Isso ocorre devido ao descaso do acompanhamento estudantil e, consequentemente, desinteresse do aluno. Logo, faz-se necessária a aplicação de medidas para minimizar tal problema.

Historicamente, a educação escola foi sendo difundida no Brasil. Nesse sentido, com a chegada da Família Real, instituições de ensino foram criadas, tornando a educação escolar possível para uma minoria de pessoas. Na atualidade, embora o sistema educacional tenha se expandido para todos, muitas crianças e adolescentes não estão na escola por não possuírem acompanhamento necessário na vida, escolar ou familiar. Consequentemente, confirma os dados do INEP, que diz que de cem alunos, ingressados no ambiente escolar, cinco não concluem o ensino fundamental.

Outrossim, é visto que há também grande desinteresse por parte do estudante. Tendo em vista que não recebem incentivo ou ajuda, da família ou da escola, o aluno abandona a escola para ingressar no ambiente de trabalho, muitas vezes para ajudar na renda familiar que vive as margens sociais. Todavia, o aluno se torna, cada vez mais, desinteressado e desvia do direito a educação garantida pela Constituição Federal de 1988.

Portanto, se torna visível a necessidade de medidas para diminuir a evasão escolar no Brasil. Cabe as escolas garantir melhoria no acompanhamento aos alunos, por meio de psicopedagogos, a fim de que eles não se sintam desamparados. Ademais, o Governo pode promover melhorias nos serviços sociais, por meio de maiores destinação de verbas, no Bolsa Família e Bolsa escola, prevenindo, assim, que estudantes abandonem o ambiente escolar e contribuir para a constituição do Homem segundo Kant,