Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 31/10/2020

Evasão escolar, algo quase nulo nos países desenvolvidos, no Brasil, faz com que 1 em cada 4 crianças abandonem a escola já no ensino fundamental, seja pela sua situação socioeconômica, seja por desinteresse próprio, conforme dados do Escola para Todos. Desse modo, uma análise a respeito das causas, consequências e possíveis soluções para a fuga escolar faz-se necessária.

Em primeiro lugar, é fundamental a pontuação de algumas causas do abandono escolar. Nesse sentido, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o índice de evasão escolar aumenta de modo inversamente proporcional à renda básica familiar, em outras palavras, esses dados demonstram que a desigualdade social é uma característica de peso na definição de quem vai terminar o seu ensino básico no Brasil. Além disso, nota-se, também, o desinteresse por parte dos alunos pela sala de aula, pois, segundo depoimentos destes ao Profissão Repórter, o fato de ser um ensino curricular fixo e não flexível somado à falta de atividades práticas em laboratórios de informática e de ciências, por exemplo, deixa o aprendizado maçante e repetitivo, o que, por sua vez, os desestimula.

Por consequência da fuga escolar, observa-se um panorama negativo no Brasil, sobretudo no âmbito social e econômico. Nessa perspectiva, na área social, constata-se o aumento do índice de Gini, que é um instrumento utilizado para medir o nível de desigualdade social brasileiro, que pode ser relacionado ao grau de escolaridade ou de evasão escolar dos cidadãos, dado que aquele espelha estes. Ademais, identifica-se, da mesma maneira, que metade das indústrias brasileiras, consoante ao site G1, sofrem por falta de mão de obra qualificada, que pode ser associada à evasão escolar e que compromete profundamente a economia brasileira na medida em que o Brasil passa pelo seu bônus demográfico, isto é, existe maior população economicamente ativa, como jovens e adultos dispostos ao trabalho, do que inativa, tais como aposentados e crianças, pessoas que não trabalham.

Depreende-se, portanto, que medidas buscando reverter esse quadro nocivo de evasão escolar no Brasil são de extrema importância. Para tanto, o governo, por intermédio do Ministério da Educação, principal órgão de gestão educacional brasileiro, deve incorporar em sua cota de auxílios básicos uma ajuda financeira denominada de ‘’Bolsa Estudante’’. Isso por meio de dinheiro público e com mecanismo de ingressão semelhante aos outros auxílios, ou seja, o responsável maior de idade efetua o seu cadastro, física ou virtualmente, e com a finalidade de que o aluno penda a não querer abandonar os seus estudos por déficit socioeconômico.