Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 10/11/2020

“A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”, já visionava Nelson Mandela. Mal sabendo ele que, atualmente, a educação é, infelizmente, deixada em segundo plano por muitos jovens, devido à necessidade de trabalhar ainda cedo ou à falta de estímulo em relação aos estudos. Há, por isso, uma discussão massificada nos meios telecomunicativos sobre a evasão escolar no Ensino Médio brasileiro. Aliás, esse é um assunto que envolve não só o início precoce no trabalho, mas também a falta de incentivo. Todavia, um ponto é fundamental: apesar de ser desafiador amenizar os efeitos de tal problemática, é possível vencê-los com a adoção de medidas eficazes.

Em primeira instância, essa situação é um problema, pois muitos jovens precisam começar a trabalhar cedo, para ajudar a família, e evadem da escola por esse motivo, conforme uma pesquisa feita pelo INEP, indicando que 11,2% dos indivíduos que abandonam a escola é por questão financeira. Assim, elas geram consequências como a dificuldade de se manter no mercado de trabalho e a desmotivação. Tais fatores deixam clara a gravidade do percalço.

Em segunda instância, esse problema é difícil de ser resolvido, porque muitos adolescentes são, às vezes, desmotivados em relação aos estudos, seja pela família ou pela própria escola. Segundo uma pesquisa feita pelo MEC, 38% dos entrevistados disseram que não possuem incentivo para continuar, porque não possuem ajuda ou não gostam do ambiente escolar. Consequentemente, tem-se a diminuição de alunos nas instituições de ensino. Dessa forma, é visível que o assunto em estudo é desafiador.

Diante desses fatores, é inegável que a evasão escolar no Ensino Médio brasileiro exige a adoção de medidas eficazes. Uma delas cabe ao Estado possibilitar a permanência desses alunos nas escolas, por meio de auxílios às famílias necessitadas, para que o jovem não precise parar seus estudos para ajudar a família. Por fim, é de responsabilidade do MEC, em conjunto com os pais, incentivarem os jovens a permanecerem nas instituições, por meio de palestras motivacionais para pais e alunos, com o objetivo de possibilitar um futuro promissor para todos os estudantes. Com tais atitudes, é possível solucionar o problema.