Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 11/11/2020

Funcionando conforme a primeira lei de Newton, a lei da inércia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele mudando de percurso, a evasão escolar e a realidade brasileira é um problema. Com isso, ao invés de agir como a força capaz de mudar esse movimento, a necessidade de largar os estudos para complementar a renda familiar e o difícil acesso às escolas contribuem para que esse movimento permaneça de forma errônea.

É relevante abordar, primeiramente, que um dos fatores que contribui para que esse problema continue é a necessidade de abandonar os estudos para ajudar financeiramente em casa. Esse fator é visto no filme ‘‘Escritores da Liberdade’’, a trama conta a história de vários jovens que possuem renda familiar muito baixa, isso faz com que os mesmos abandonem a escola em busca de emprego. Fora do filme, essa é a realidade de muitos jovens brasileiros, já que segundo os dados publicados pela Aprendizagem em Foco mostram que quanto maior a renda familiar, mais desenvolvidos são nos estudos. Nessa linha de pensamento, os jovens membros de família com baixa renda se sentem obrigados a trabalharem para complementarem a sustentação de casa. Em suma, a realidade dessas famílias brasileiras colabora para a evasão escolar.

Ademais, outro agente que fomenta para que esse trajeto permaneça de maneira errada é o difícil acesso às escolas. Tal agente é visto em grande escala nas regiões Norte e Nordeste brasileiro, onde crianças e adolescentes dependem de barcos escolares para estudar. Porém, infelizmente esses meios de transportes não estão apitos para funcionamento, pois apresentam problemas como ferrugem ou foram abandonados por falta de investimento. Por conta disso, crianças e adolescentes não chegam a concluir o ensino básico, prova disso, são os dados retirados pelo IBGE, os quais apontam que 52% dos jovens não chegaram a concluir o ensino fundamental. Logo, é inquestionável o papel da necessidade de trabalhar e pelo difícil acesso às instituições de ensino quando se diz respeito a evasão escolar brasileira.

Evidencia-se, portanto, que esse trajeto continua no mesmo caminho, impactando na vida de crianças e adolescentes. Nesse víeis, cabe às famílias recorrerem aos auxílios financeiros fornecidos pelo governo, no intuito de que isso ajude na renda familiar e os jovens não precisem parar de trabalhar, como visto em ‘‘Escritores da Liberdade’’. Em adição, o Ministério da Educação, por meio de investimento, implantar vários meios de transporte escolar, como mais ônibus e barcos e tentarem manter em melhores condições de uso, com o auxílio de campanhas, deve incentivar a permanência nas escolas. Somente assim, o percurso citado por Newton seria mudado.