Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 19/11/2020

A Constituição Federal, em seu artigo 6º, assegura a educação como um direito social a todos os cidadãos. Contudo, esse documento é ferido com os casos de evasão escolar, os quais proporcionam uma formação incompleta e trazem malefícios em médio e longo prazo. Desse modo, essa problemática é impulsionada, sobretudo, pelos casos de bullying sofrido pelos alunos, já que os afeta psicologicamente, e pela má qualidade na rede pública de ensino, que é negligenciada pelo Estado. Dessa, exigem-se medidas paliativas.

A princípio, é válido salientar que, com a criação do Ministério da Educação (MEC), em 1930, ficou sob sua responsabilidade o ensino no país, entretanto, não foram criadas ações eficazes de permanecia na escola, como de combate ao bullying. Desse modo, uma vez submetidos a essa realidade, os envolvidos sofrem com transtornos, alteração de humor e comportamento, depressão e falta de aprendizado, o que acarreta, em alguns casos, no abandono dos estudos. No filme, “O Extraordinário”, o personagem principal, ao sofrer preconceito por sua aparência, pensa, por várias vezes, em abandonar o colégio, mostrando como a ficção imita à realidade.

Outrossim, a filósofa Hannah Arendt, em seu arcabouço de banalidade do mal, afirma que o Estado negligência situações problemas na sociedade. De maneira análoga, essa teoria assemelha-se ao cenário do ensino público, haja vista o descaso com a aprendizagem, falta de investimentos e reparos nas escolas, e a ausência de materiais qualificados que proporcionem um aprendizado, resultando, de maneira direta, na falta de adaptação e, consequentemente, na evasão escolar. Segundo G1, o orçamento da União prevê cortes na educação básica para 2020, os quais, além de intensificarem os abandonos, evidenciando que quando a banalidade é regra, a permanência nos âmbitos educacionais é exceção.

Por conseguinte, compete ao MEC, em parceria com os âmbitos educacionais, a criação de uma disciplina que, por meio de oficinas e debates, instrua os alunos sobre o bullying e as complicações que ele traz, a fim de diminuir, quiçá sanar, essa situação. Da mesma forma, o Governo Federal, por meio de um programa de realocação de verbas, deve destinar mais investimento as escolas, visando suas melhorias e o aprendizado dos alunos. E assim com medidas graduais e progressivas, diminuir os casos de evasão escolar e fazer valer a Carta Magna de 1988.