Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 04/12/2020

Na mitologia grega, Aquiles, o temível guerreiro de Troia, foi atingido em seu calcanhar por uma flecha envenenada, o qual era seu único ponto fraco de uma vida gloriosa. Analogamente ao mito, o Brasil é atingido em seu calcanhar, que é a população brasileira, pela flecha da negligência governamental no auxílio da educação, que envenena as pessoas e proporciona grandes problemas. Diante do exposto, não há dúvidas de que a evasão escolar é uma mácula, a qual tem causa na ilegitimidade governamental, o que gera graves consequências, como a fragilização do indivíduo.

É evidente que a participação do governo na educação é necessária. Segundo o sociólogo Max Webber, o Estado só é legitimo quando respeita os direitos do cidadão. Sob essa visão, é indubitável que a máxima não é seguida, visto que a atual regência não assegura a educação necessária, que é um direito do homem. Assim, a ilegitimidade do Estado funciona como forte base para a evasão escolar, agravando essa realidade no Brasil.

Em consequência disso, é explícito que esse comportamento gera graves imbróglios. Dessarte, a fragilidade do indivíduo em relação à sociedade e ao mercado de trabalho é visível, dado que o mesmo não foi preparado de forma qualificada. Ademais, segundo o filósofo inglês Hebert Spencer, ‘‘A sociedade é como um organismo vivo’’. Assim, um indivíduo fragilizado na sociedade compromete todo o organismo. Diante disso, nota-se que a flecha envenenada perfurou o calcanhar da nação.

Portanto, medidas são necessárias para combater a evasão escolar. Cabe ao Ministério da Educação promover um ensino de qualidade, que é a base de formação de qualquer cidadão, através de incentivos e auxílios aos estudantes, a fim de que os alunos não desistam da escola. Somente assim, o calcanhar de Aquiles estará protegido de qualquer flecha envenenada.