Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 14/01/2021

No texto “Gaiolas e asas” escrito pelo educador e psicanalista Rubem Alves, é metaforizado os diferentes tipos de escolas da socidade, enquanto algumas fornecem um ensino libertador aos estudantes outras funcionam como gaiolas, aprisionando e restringindo o pensamento daqueles que as frequentam. Similarmente ao abortado no texto, as escolas “gaiolas” acarretam em diversos prejuízos à população dentre eles a evasão escolar, fato observado na realidade brasileira, ocasionado seja pelo falta de incentivo, familiar e estatal, seja pelo desinteresse dos próprios estudantes.

Em primeiro lugar, vale ressaltar, que a Constistuição Federal prevê a educação como um direito funtamental e de resposabilidade compartilhada entre o Estado, a família e a sociedade. Contudo esse direito não é observado na prática entre os cidadãos, a falta de incentivo familiar e o desleixo estatal são fatores determinantes para abandono escolar. Exemplo disso pode ser analisado no documentário “Pro dia nascer feliz”, no qual é retratado o cotidiano de estudantes carentes do interior do país e a influência da precária infraestrutura das escolas e do transporte até as mesmas, como elemento de desistência escolar, revelando a necessidade de amparo da população e melhoria nas condições estudantis do país.

Além disso, tendo em vista o conceito de educação bancária freiriano, na qual o educador deposita os conteúdos no educando ao invés de construí-los juntos, aliado a ideia das escolas “gaiolas”, se torna fácil comprender o desinteresse dos educandos perante a educação, em virtude, tanto pelos assuntos abordados nas instituições de ensino, quanto pela forma os quais são ministrados. Em contraste a isso, no filme documental “Quando sinto que já sei”, é retratado novas formas de aprendizado na escolas e o entusiasmo dos alunos com o aprendizado mais ativo e autônomo, demonstrando a inviabilidade de se prosseguir com os métodos de ensino tradicionais e a necessidade de mudança nesse setor.

Portanto, é imprescindível que medidas sejam tomadas para amenizar o quadro atual. Para isso urge que a União Nacional dos Estudantes (UNE), em conjunto ao Ministério da Educação e Cultura (MEC), criem um plano de reestruturação educacional, que vise um ensino menos conteudista e mais focado nas habilidades dos estudantes, por meio de mudanças na matriz curricular de ensino e na formação do professores. A fim de despertar o interesse pelo aperfeiçoamento dessas habilidades individuias e o estudo prazeroso das mesmas. Somente assim será possível libertar os estudantes das escolas “gaiolas”, propostas por Rubem Alves.