Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 19/12/2020

A evasão escolar se caracteriza como o ato de deixar de frequentar as aulas, ou seja, abandonar o ensino em decorrência de algum motivo. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia  e Estatística) em 2018, 8,8% da população entre 15 e 17 anos estava fora da escola, e as causas do abandono escolar, variam desde a pobreza, gravidez na adolescência, atividades ilegais a déficit na aprendizagem, denotando um grave problema na educação pública. Destarte, medidas devem ser tomadas para solucionar a problemática atual.

“Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco a sociedade muda”,  disse o educador Paulo Freire, ressaltando sobre a importancia da educação na formação humana. Contudo, hodiernamente, o Brasil tem enfrentado um alto índice de estudantes que abandonam as escolas não concluindo os estudos e as justificativas são várias, englobando desde as dificuldades finaceiras que obrigam os estudantes a trabalhar, até a falta de interesse ou motivação pelo processo de aprendizagem. Um dos motivos que mais merecem destaque é a dificuldade de aprendizagem que pode estar ligada a proposta pedagógica da escola, a metodologia e a postura das instituições que não colocam o aluno como protagonista da instituição. As dificuldades também podem estar relacionadas com a defasagem de competências e habilidades que deveriam ter sido desenvolvidas em anos anteriores, bem como a falta de investimentos em tecnologias que facilitem o processo educacional.

A evasão escolar traz consequências tanto para o aluno que evade, quanto para o país como um todo. Pois, quanto menos estudantes completam os estudos, menos profissionais qualificados vão para o mercado de trabalho, afetando negativamente a economia e contribuindo com o aumento da desigualdade social. Sem capacitação, os jovens ficam fadados a não conseguirem empregos bons e se privam dos processos de letramento acadêmico oferecidos na escola e essenciais para o exercício da Cidadania. Deste modo existe há necessidade da criação de medidas que diminuam ou erradiquem os índices de abandono escolar.

Portanto, o Ministério da Saúde deve investir em recursos no Ensino Superior para a formação de bons profissionais, ministrando cursos que ensinem e estimulem um acompanhamento pedagógico mais específico, pois escolas com uma gestão eficiente tendem a ter uma taxa de evasão menor. A escola deve se aliar com a família do estudante, principalmente a de alunos com baixa frequência ou desempenho, para entender melhor a situação que está ocorrendo e traçar um plano para trazer o aluno de volta às salas de aulas. Com estas medidas atenuar- se- á em médio e longo prazo impacto vivenciado na contemporaneidade.