Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 19/12/2020
Apesar do Brasil ratificar a Agenda 2030 estabelecida pela Organização das Nações Unidas em 2015, que cria uma meta de assegurar uma educação de qualidade e promover a inclusão para todos, o Estado brasileiro ainda demonstra uma inércia para solucionar a lacuna da evasão escolar. Logo, as negligências afetam o direito à educação e a produtividade econômica.
Primeiramente, destaca-se a Constituição Federal, que garante que a educação é dever do Estado, direito e responsnabilidade de todos. Todavia, a defasagem do Estado em não cumprir a lei federal contribui para a evasão escolar, assim como 40% dos jovens brasileiros não concluem o ensino médio até os 19 anos de idade, bem como a taxa de evasão escolar no Brasil é a terceira maior do mundo, de acordo com o Ministério da Educação. Desse modo, o Governo atua como agente perpetuador desse imbróglio, visto que o Estado negligência políticas públicas destinadas aos jovens para a orientação pedagógica.
Ademais, é imperativo ressaltar que a evasão escolar contribui para a baixa produtividade econômica. Como resultado, verifica-se que o Brasil perde 210 bilhões de reais por ano com a evasão escolar de jovens, seguidamente, a perda econômica adicional para a sociedade será de 54 mil reais por jovem que não concluir a educação básica, dados fornecidos pelo Ministério da Educação. Nota-se que a educação não é só importante para o desenvolvimento pessoal, mas também para a competividade econômica brasileira.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham amenizar a evasão escolar. Por conseguinte, cabe o Ministério da Educação, fazer o ampliamento de profissionais de orientações pedagógicas nas escolas públicas, por meio de concursos públicos, a fim de que cada jovem tenha um orientador profissional destinado a cuidar do seu desempenho escolar e desenvolvimento pessoal. Somente assim, esse problema será gradativamente erradicado.