Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 22/12/2020

De acordo com a Constituição Federal de 1988, a educação configura como sendo um direito de todos e dever do Estado que vida, entre outros fatores, a qualificação dos cidadãos. No entanto, observa-se que a realidade atual apresenta divergências com está afirmação, uma vez que fatores como o ensino precário e a gravidez precoce propiciam altos índices de evasão escolar.

A princípio, é importante destacar que, o ensino atual segue ainda um modelo tradicional que, muitas vezes, não valoriza e trabalha as habilidades pessoas dos alunos, visando apenas conteúdos programáticos sem considerar diferentes métodos de abordagem visando melhor compreensão de aplicações práticas do conteúdo, ocasionando muitas vezes dificuldade no aprendizado e desmotivação em continuar estudando.

Somado a isso, outra principal causa da evasão escolar é a gravidez precoce, principalmente entre as meninas. Segundo dados da Fundação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, 57% das meninas abandonam os estudos devido à gestação e, menos de 30% retornam posteriormente. Isto se deve em parte a ausência de instrução e de uma rede de apoio ao jovem que possa orientá-lo sobre temas diversos, como as consequências e riscos de uma gestação na adolescência.

Nota-se, portanto, que os índices de evasão escolar são resultados de diversos fatores e, dentre eles, a baixa qualidade do ensio público atual e o aumento na taxa de gestação precoce. Nesse âmbito, cabe ao Ministério da Educação e da Cultura promover o acesso a educção através da amplicação e do aprimoramento de programas que visem capacitar o aluno em diversas áreas, como as Escolas de Tempo Integral (ETI), por meio da implantação e manutenção desses programas em escolas da rede pública, oferecendo o ensino de matérias extracurriculares como educação financeira e o suporte de profissionais capacitados. Desse modo, contribuindo também para a diminuição das taxas de gravidez precoce.