Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 23/12/2020
Transparecendo a dura realidade dos jovens desempregados, o filme “Preciosa” retrata a luta diária pela sobrevivência no ambiente escolar. Nesse sentido, nacionalmente falando, a evasão escolar visita, constantemente, famílias brasileiras, visto que, uma em cada 4 crianças não concluem o Ensino Fundamental, segundo o G1. Nessa perspectiva, não só a falta de estrutura social como também o desinteresse estudantil problematizam cada vez mais a questão.
Na contemporaneidade, visto a desigual condição econômica mundial, a precária estrutura apresentada para trabalhar com problemas extraescolares estudantis torna a relação com a sala de aula caótica. Nesse viés, gravidez na adolescência, violência urbana e a necessidade de exercer uma atividade remunerada são 3 dos 4 fatores que mais causam evasão escolar no Brasil, como aponta a Organização Todos pela Educação. Assim, visando as diferentes condições socioeconômicas apresentadas, ressalta-se que, o desempenho escolar depende de uma saudável estrutura familiar, para que quando em sala de aula o aluno sinta-se seguro e confortável, fato que, infelizmente, ainda não compõe a realidade nacional, levando o mesmo a ficar em casa. Logo, a falta de assistencialismo psicossocial da coordenadoria escolar agrava os já concretizados altos índices de evasão.
Aliado a este quesito, o desinteresse infantil voltado para a educação caracteriza uma sociedade órfã de perseverança. Nesse quesito, não só a falta de estrutura escolar como também a desestimulação familiar – que na maioria dos casos também não concluiu os estudos- exaltam a indiferença perante o ensino. Nesse sentido, é impossível querer uma abrupta mudança comportamental nos estudantes sendo que a base estabelecida tanto estrutural quanto emocional é fraca e isenta. Portanto, para que o interesse pelos estudos cresça sólido deve haver um apoio contínuo entre família e escola.
No contexto dos problemas brasileiros coloniais encontra-se a evasão escolar. Nesse viés, a luta pela sobrevivência escolar visto a falta de estrutura e interesse compõem de maneira similar uma disposição coronelista. Perante o exposto, propõe-se uma oportunidade conjunta para que o Ministério da Educação e os Governos Municipais, através de assistentes sociais, criem leis, que por meio de campanhas semanais, permitam a visita de professores e assistentes buscando compreender a dinâmica familiar e os problemas que impossibilitam a efetivação dos estudos. Dessa forma, através do acolhimento se realizará a inclusão familiar no ambiente escolar o que fortalecerá e aumentará a cobrança por uma boa frequência e desempenho. Nesse sentido, dificuldades como as de Preciosa não serão mais enfrentadas sozinhas.