Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 06/01/2021

A evasão escolar tem sido um dos principais reptos impostos à população brasileira, visto que vai de encontro aos preceitos éticos e morais estabelecidos pela Carta Magna do país. Nesse âmbito, configura-se um cenário desafiador, seja pela desigualdade social histórica, seja pelo ensino com o principal intuito de aprovar alunos em concursos. Espera-se, por conseguinte, maior empenho das instituiões públicas e formadoras de opinião.

Em primeira análise, convém ressaltar a ausência de ações governamentais para combater a disparidade social. Dessarte, a concentração de renda inviabiliza a permanência das pessoas mais pobres no ambiente estudantil, pois elas precisam trabalhar para suprir suas necessidades básicas. Consoante o filósofo contratualista John Locke, essa conjuntura caracteriza-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação, o que-lamentavelmente-é evidente no Brasil.

Outrossim, destaca-se o aprendizado, com o principal objetivo de aprovar os discentes em concursos,como um impulsionador da evasão estudantil. Dado o exposto, o processo educacional não deve limitar-se a concretizar aprovações em exames, pois é imprescindível que se estabeleça uma educação mais humanizada. Dessa forma, a escola pode participar da vida do estudante e estabelecer uma ligação com sua família.

Fica evidente, portanto, que são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Para tanto, o Ministério da Educação-em parceria com as Secretarias Estaduais-deve inserir, no programa de formação profissional dos professores, uma matéria referente ao aprendizado humanizado. Isso será realizado com o auxílio de psicólogos e de materiais didáticos apropriados para a orientação dos docentes. Em suma, tal providência precisa ser efetivada com o fito de proporcionar um ambiente escolar mais acolhedor e, assim, evitar a dimuição de alunos nas escolas.