Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 05/01/2021
No filme “Escritores da liberdade”, é roteirizada a trajetória de uma professora buscando impedir que seus alunos deixem as salas de aula, muitos alunos alunos encontram entraves que dificultam a sua permanência escolar. Analogamente, no Brasil hodierno, as mesmas dificuladades dos escritores da liberdade, são encontradas pelas crianças e adolescentes do país tupiniquim. Nesse sentido, ora pela incoerência do estado na aplicação de leis, ora pelo silêciamento dessa pauta tão importante, a questão da evasão escolar na realidade brasileira, continua ser uma mazela social procurando respostas.
Em primeira análise, é mister destacar que a insuficiência da legislação do país verde amarelo caracteriza-se como dificultador da problemática. Nesse viés, de acordo com o Artigo 6º da Constituição de 1988, é de direito comum o acesso à educação. Contudo, tal direito (teoricamente) garantido por lei, não é averiguado, isso porque a evasão escolar continua sendo um problema no país. Ademais, o filósofo John Locke, afirma que: “As leis foram feitas para os homens e não para as leis”. Seguindo essa linha de raciocínio, é inaceitável a persistência dessa violação, uma vez que, os cidadãos tem os seus direitos ceifados.
Outrossim, é válido ressaltar, como a lacuna de diálogos a respeito da evasão escolar contribui para a - preocupante - continuação do entrave. Dessa forma, segundo filósofo Habermas, a fala é uma forma de ação. Assim, quando certa pauta, que envolve a realidade diversas crianças e adolescentes é silenciada, ocorre também, a falta de ação sobre esse tema. Desse modo, é esperado culpabilizar as grandes divulgadores de informação em massa: as redes abertas televisão e os diversos meios digitais na internet, como “Twitter”.
Depreende-se, portanto, que a realidade ao redor da evasão escolar conclama desesperadamente por mudança. Nesse ínterim, cabe ao Ministério da Educação (MEC), responsável pelo acesso à informação, a produção e promoção de propagandas feitos com especialistas e profissionais educação. Dessa maneira, com apoio de meios midiáticos, por meio de posts no “Instagram” e “Twitter”, bem como na televisão, através de divulgação dos programas que possuem o intuito de dar uma maior visibilidade à temática. Logo, espera-se que haja o maior debate acerca desse tão importante tópico, além de uma maior preocupação da população. Nesse contexto, é esperado que os “escritores” do Oiapoque ao Chuí sejam finalmente livres.