Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 07/01/2021
No filme “Matilda”, os pais esqucem que devem matricular Maltilda na escola, privando-a da educação. Não distante da ficção, no Brasil, muitas crianças e adolescentes são privadas do direito à educação. Entre os motivos para tal realidade pode-se destacar a necessidade de ingressar no mundo do trabalho e a falta de acessibilidade oferecida pelo governo. Dessa forma, cabe a discussão de tais fatores.
Em primeiro plano, vale destacar que a necessidade de ingressar no mundo do trabalho está presente na realidade de muitos jovens, pois eles abandonam a escola para ajudar no sustendo familiar. Dessa forma, cabe como prova o levantamento feito pelo “Todos pela Educação”, que indica que o trabalho está entre as 4 principais causas da evasão escolar. Desse modo, entendendo que, como afirmado por John Dewey, a educação é a própria vida, percebe-se que faz-se necessária uma interveção do governo para que a necessidade de trabalhar deixe de interferir nos estudos e, consequentemente, na vida desses jovens.
Além disso, cabe ressaltar que a dificuldade em acessar à escola ainda é um problema a ser enfrentado no Brasil, afinal, segundo a revista “Veja”, a distância da escola e a falta de ônibus escolar são os principais motivos apresentados pelos pais para o abandono escolar. Assim, nota-se que o descaso dos representantes políticos em garantir o acesso dessas pessoas à escola colabora para essa realidade. Desse modo, compreende-se que o fato do governo não oferecer condições para que os alunos frequentem a escola, fere o Estatuto da Criança e do Adolescente, o que, segundo Pierre Bordieu, pode ser configurado como violência simbólica.
Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse e garantir que a realidade das crianças brasileiras se distancie cada vez mais do que foi vivido por Matilda. Logo, cabe ao governo possibilitar educação para todos por meio da criação de uma bolsa estudantil que seria ofertada para os alunos de baixa renda, exigindo a frequência escolar dos beneficiários. Dessa forma, os jovens poderiam estudar em vez de trabalhar.