Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 07/01/2021
A Constituição Federal de 1988— fruto da luta dos trabalhadores contra um regime ditatorial, e, por isso mesmo, conhecida como Constituição Cidadã— assegura o direito à educação para todos no Brasil. Entretanto, percebe-se que a legislação não é cumprida, uma vez que os altos índices de evasão escolar evidenciam a precariedade do sistema estudantil. Sendo assim, é necessário que o povo reivindique seus direitos, de forma a efetivá-los. Diante disso, dois fatores tornam-se relevantes para se compreender a problemática: primeiramente, direcionar maiores ações governamentais na educação pública do país; e, também, incentivar os jovens a valorizarem o ensino e frequentarem as escolas.
Em primeiro lugar, é válido analisar a precária situação do sistema estudantil brasileiro. À vista disso, cita-se o economista Sir Arthur Lewis: “Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido”. Assim, torna-se evidente que o Estado deve seguir esse raciocínio e valorizar as ações destinadas ao ensino público do país. Contudo, a escassez de verbas para as escolas brasileiras é vista cotidianamente na falta de materiais, salas de aulas instáveis, e no baixo salário dos professores; esses problemas nas instituições causam a impressão de que o estudo não é importante, resultando na fuga escolar dos alunos. Para tanto, é iminente que o Ministério da Educação (MEC) redirecione maiores verbas em prol da educação pública, a fim de diminuir a evasão escolar no Brasil.
Em segundo lugar, é cabível comentar a falta de interesse e por parte das crianças e adolescentes para com o dever de estudar. Segundo o ex-líder político Nelson Mandela, “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Dessarte, nota-se a importância do aprendizado no mundo dos brasileiros. No entanto, a crescente evasão escolar demonstra uma situação contrária, as instituições e familiares não motivam o hábito de estudar da maneira que ele se equivale, com isso, os alunos não valorizam os estudos. Por conseguinte, demonstrar o poder de uma boa educação—oportunidade de ingressar na faculdade e crescimento no trabalho— é essencial para os estudantes.
Fica nítida, portanto, a necessidade de diminuir os altos índices de evasão escolar a partir de medidas detalhadas. Primordialmente, cabe ao Estado destinar maiores verbas para as escolas do país, afim de melhorar as salas de aulas, materiais e salário dos professores; tal ação realizada com o auxílio de taxas empresariais para, enfim, tornar a educação o maior e melhor investimento do Brasil. Além disso, visando diminuir a evasão escolar, o MEC pode promover uma campanha: “Estudantes mudam o mundo”, com palestras sobre a importância de frequentar as aulas e, consequentemente, motivar os alunos a cumprirem seus papeis. Finalmente, a ausência de estudantes nas escolas será eliminada e a Constituição de 1988 realmente efetivada.