Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 09/01/2021
A evasão escolar ocorre quando o estudante deixa de frequentar as aulas, em decorrência de diversos motivos. E ainda, a inserção do aluno no mercado de trabalho interfere no desempenho escolar podendo causar o abandono, principalmente em função de sua origem socioeconômica. Assim como, a gravidez na adolescência altera a vida estudantil e em decorrência aumenta as responsabilidades, os desafios, principalmente para as educandas.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 11,8% dos jovens mais pobres tinham abandonado a escola sem concluir o ensino médio em 2018, esse percentual é oito vezes maior que o dos jovens mais ricos (1,4%). Ou seja, os alunos de baixa renda que se submetem a empregos precários para ajudar no sustento da família, sucede-se o abandono escolar pelo baixo desenvolvimento em decorrência da jornada de trabalho excessivo.
Considera-se gravidez na adolescência a gestação que ocorre entre os 10 a 20 anos, nessa perspectiva, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil lidera altos índices de garotas grávidas com idade entre 12 e 17 anos, sendo que cerca de 300 mil crianças nascem de mães nessa faixa etária. Visto que, esses indivíduos estão em idade escolar e a partir do cenário da gravidez precoce que altera as atividades acadêmicas e até mesmo se leva ao abandono, por ter que tutelar um lactente. Além disso, segundo a pesquisa realizada em parceria com Ministério da Educação, a Organização dos Estados Ibero Americanos (OEI) e a Faculdade Latino-Americana de Ciências (Flacso) somente 1,3% dos meninos declararam que cessaram os estudos pela gestação adiantada, enquanto 18,1% das meninas interromperam, sendo consideradas as principais afetadas na vida escolar.
Ante essa problemática de evasão escolar é necessário que o governo se mobilize para reverter esse quadro. Caberá, então, Ministério da educação efetuar assistência social por meio de escolas. Tal medida deverá ter como base o mapeamento das famílias pela assistência social a fim de a escola esteja inclusa na vida do estudante, com o objetivo de quando houver necessidades possa-se orientar a família sobre benefícios governamentais de acordo com a necessidade, para que não seja necessário a busca de empregos pelo aluno, a qual pode resultar na desistência e baixo desempenho escolar. Além disso, a escola também deve efetuar aulas de educação sexual com materiais lúdicos e didáticos sobre a importância do preservativo, a fim de facilitar o aprendizado do jovem sobre o assunto e incentivar as formas de prevenção para não advir e diminuir o índice de gestações precoces.