Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 09/01/2021

A Constituição Federal, promulgada em 1988, atravéz do artigo 205, garante à todos os indivíduos o direito à educação. Entretanto, a realidade hodierna no Brasil é bem diferente do que propõe a Carta Magna, visto que grande parte da população brasileira ainda sofre com a evasão escolar. Isso ocorre tanto pela precoce necessidade de trabalhar dos jovens, quanto pela gravidez na adolescencia. Assim, hão de ser analizados tais fatores, a fim de que se possa liquidá-los de maneira eficaz.

A priori, é imperioso destacar que o alto índice de jovens evadidos das escolas é fruto da precoce inserção dos adolescentes e crianças ao mercado de trabalho. Isso porque, mediante a problemas financeiros, muitas famílias necessitam da ajuda dos filhos para o sustento de casa, tornando os estudos algo secundário e muitas vezes descartado. Esse panorama pode ser observado no filme Lion, que retrata a vida de um menino que, para alimentar sua mãe e seus dois irmãos, trabalha nas ruas sozinho. Logo, é substancial a alteração desse quadro para a resolução do problema.

Além disso, a gravidez na adolescencia é um dos principais fatores que contribuem para a saída das mulheres das escolas sem terminarem o ensino médio. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 11% das crianças nascidas no mundo são resultado de gravidez na adolescência, e o Brasil é o país com os maiores índices da América Latina. Tais dados são alarmantes, visto que a esmagadora maioria das adolescentes gestantes negligenciam os estudos, contribuindo ainda mais com o problema. Desse modo, é de suma importancia ações estatais que diminuam essa porcentagem.

Infere-se, portanto, que medidas são necesárias para diminuir os impactos da evasão escolar. Para tanto, cabe ao Governo Federal, por intermédio do Ministério do Trabalho e do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), promover fiscalizações mais duras acerca do trabalho infantojuvenil, a fim de retirar esses jovens do trabalho se estiverem comprometendo seus estudos, além disso, forrnecer a essas famílias carentes auxílios financeiros. Ademais, cabe, ainda, ao Ministério da Educação juntamente com o Ministério da Saúde, realizar palestras nas escolas informando sobre a importância dos métodos contraceptivos, a fim de que evitem a gestação precoce. Dessa forma, o artigo 205 da Constituição será devidamente efetivado e atenuar-se-á, a médio e longo prazo, os impactos nocivos do empecilho para a sociedade.