Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 15/01/2021
No filme “Escola de Rock”, um professor em uma escola extremamente rígida, tenta transformar sua turma do primario, em uma banda de rock. Deixando tudo extremamente conturbado, mas ao mesmo tempo sendo extremamente necessário para as crianças. Fora da ficção, a realidade apresentada não é diferente, visto que a evasão escolar na realidade brasileira, tem sido cada vez maior. Isso ocorre tanto pela escola ser distante, falta de transporte quanto pelo fato de ter que ajudar financeiramente em casa.
Sob esse viés, é importante resaltar que o fato da escola ser distante influência muito a frequencia escolar do aluno. Isso acaba tendo relação com a dificuldade do transporte público e escolar, gerando assim em alguns alunos muito desinterresse. Torna evidente, portanto, a ineficácia do governo em relação as dificuldades dos alunos para ter acesso as escolas. Segundo o sociólogo Émile Durkheim, as instituições escolares, promovem a socialização do indíviduo, o que acaba sendo fundamental para a sua formação. Nesse sentido por apresentar elevados números de abandono escolar, enfrenta desafios para assegurar a importância do meio estudantil promovido por esse pensador.
Visto que famílias mais pobres ou que necessitam de mais ajuda financeira, acabam optando pelos filhos irem trabalhar ao invés de se manter na escola. Diante disso, percebe-se que o maior índice de evasão escolar se da a partir da conclusão do ensino fundamental, pois o ensino médio acaba não sendo obrigátorio e além disso famílias de baixa renda que mantém os filhos no ensino fundamental, recebem ajuda governamental, o bolsa família. Segundo pesquisas do IBGE 1,3 milhões de jovens entre 15 e 17 anos acabaram deixando a escola sem concluir os estudos, dos quais 52% não concluiram sequer o ensino fundamental. Sendo assim, é necessário investir em programas de incentivo para famílias e jovens.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para diminuir os impactos da evasão escolar na realidade brasileira. O governo, deve promover o incentivo dos estudos e ajuda financeira para famílias mais necessitadas. Por meio de programas que façam o aluno se interessar pelo colégio, como jogos extracuriculares ou outras atividades e também tornar acessível transportes exclusivamente para crianças e adolescentes que moram afastados. Ajuda financeira para famílias que precisam mandar os filhos trabalharem, como cestas básicas até mesmo um auxílio mensal para ajudar nas despesas. Além disso programas que vejam a frequência escolar do aluno, para assim conversar com a família e entender a ausência do cidadão. Somente assim poderemos diminuir o desinteresse dos alunos e a diminuição de crianças trabalhando ao invés de estarem estudando.