Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 13/01/2021

O filósofo Sartre defendeu que cabe aos indivíduos decidir como agir, sendo estes responsáveis e livres. No entanto, percebe-se uma certa irresponsabilidade vinda de algumas famílias no que tange à evasão escolar. Tal irresponsabilidade pode ser evidenciada em um trecho do texto “Os motivos para abandono da escola”, publicado pela resvista Veja, em 2015, que afirma que a proibição de ir à escola, pelos pais, é uma justificativa frequente para a evasão escolar. Logo, pode-se salientar como causas desse problema não só a insificiência legislativa, como também a desigualdade social.

Antes de tudo, vale citar que a Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948, promulgou a Declaração Universal do Direitos Humanos, que garante a todos os indivíduos direito à saúde, educação e ao bem-estar social. Contraposto, o número de alunos que abandonam a escola, cerca de 1,3 milhão, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2017, confirma que essa parcela da população nao exerce esse direito concedido pela ONU, na prática. Logo, pode-se ver uma lacuna, que precisa ser preenchida, na legislação referete à educação.

Ademais, existe uma visível desigualdade social que ronda as desistências nas matrículas de escolas, levando em consideração que, segundo o anteriormente citado texto da revista Veja, as médias de renda familiar dos jovens que terminaram e não os estudos, tem uma diferença de quase 50%, além de as famílias precisarem da ajuda desses jovens no trabalho, o que alavanca ainda mais a evasão, segundo o IBGE. Então, a máxima de Martin Luther King de que, a injustiça em apenas um lugar ameaça toda a justica, se encaixa nesse contexto. Uma vez que, a falta de escolaridade pode acarretar uma inserção precária no mercado de trabalho, e, consequentemente, uma desegualdade generalizada.

Por fim, é nítido que estratégias devem ser implementadas para que um futuro íntegro seja atingido. Portanto, faz-se preciso que o Ministério da Educação (MEC) orquestre um novo plano de leis e direitos, com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) por meio de reuniões e palestras. A fim de promover uma melhor qualidade de ensino e vida escolar para os jovens, dessa forma, melhorando a comunicação entre pais, filhos e filhas e a relação dentro do ambiente familiar, além de promover uma melhor expectativa de futuro.