Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 10/01/2021
Desistente ou desmotivado?
No filme “Uma lição de vida”, Kimani, um idoso, decide ir para a escola e se educar pois não teve a oportunidade na juventude. Apesar de os motivos variarem, assim como Kimani, muitos jovens abandonam a vida escolar no Brasil todos os anos. Isso resulta em diversas consequências no desenvolvimento econômico e pessoal deles que precisam e podem ser evitadas.
Primeiramente, deve-se ressaltar que os motivos da evasão escolar muitas vezes não estão no controle dos jovens. Sendo assim, compreende-se que a causa dessa problemática não envolve apenas o aluno, mas todo o contexto socioeconômico em que está envolvido. Um exemplo disso são as condições de muitas escolas públicas em áreas periféricas, pois, quando não estão muito longe, estão em precariedade. Logo, nessa situação é compreensível que os pais ou alunos considerem mais vantajoso procurar um trabalho ou outra atividade do que investir tanto tempo para receber uma educação de má qualidade.
Por consequência dessa realidade, os adultos que não receberam educação básica acabam com mais dificuldades para conviver na sociedade. Isso se dá pois, desde a Segunda Revolução Industrial a especialização profissoal é cada vez mais valorizada, dessa forma, aqueles sem ensino básico ou avançado terão mais empecilhos para conseguir bons empregos e menos apreço social. Além disso, ao considerar o pensamento pitagórico de que a educação garante mais segurança para a sociedade, os jovens - durante o tempo em que não estão na escola - podem ser influenciados para participar em atividades criminosas como tráfico, algo que, infelizmente, ainda acontece muito nas favelas.
Portanto, é necessário criar um ambiente propício para a educação de forma justa e equitativa. Nesse âmbito, cabe ao Ministério da Educação em conjunto com o da infraestrutura promover melhoramentos no sistema educacional e o acesso a ele. Isso pode ser feito por meio de projetos de construção de novas escolas - especialmente em áreas periféricas -, junto de políticas de fiscalização e aprimoramento da qualidade do ensino e da estrutura delas, além de uma eficiente rede de transportes para locomoção dos alunos. Destarte, a evasão escolar será um problema muito menos frequente, pois todos possuirão oportunidades mais justas.