Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 12/01/2021

A Constituição Federal de 1988, garante aos brasileiros o direito à educação e ao bem-estar social. Entretanto, na realidade, esse privilégio não é efetivado, pois a evasão escolar é um empecilho para a concretização desse direito. Esse cenário é fruto tanto da corrupção governamental, quanto da crise econômica. Dessa forma, faz-se essencial analisar esses fatores.

Em primeiro lugar, destaca-se a corrupção política como um dos causadores do problema. Seguindo esse viés, de acordo com o site “G1”, o Ministério da Educação descobriu, em 2010, 1,2 bilhão de reais desviados da educação básica. Desse modo, as escolas localizadas, sobretudo nas periferias, ficam desamparadas no que diz respeito a destinação de verbas para a compra de materiais didáticos e na manutenção dos prédios. Com isso, os alunos sentem-se desestimulados a frequentarem os centros de ensino, de modo a comprometer a carreira acadêmica e, por conseguinte, a profissional, futuramente, haja vista a extrema importância da boa qualificação para o mercado de trabalho.

Outrossim, a crise econômica instalada no país faz com que diversos jovens deixem as escolas para trabalharem. Nessa perspectiva, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o abandono escolar é oito vezes maior entre as famílias pobres. Assim, essas pessoas não ingressam ou simplesmente deixam de ir para assumirem outras responsabilidades, tal como a atividade doméstica e o trabalho informal. Sendo assim, com uma base educacional desafasa, esses indivíduos acabam não desenvolvendo a criticidade -uma vez que está diretamente ligada à educação- , a qual é imprescindível para o exercício da cidadania.

Destarte, é urgente a reversão dessa problemática. Portanto, cabe ao Poder Judiciário, como instância máxima da justiça brasileira, fortalecer os programas de combate à corrupção, a exemplo da “Lava Jato”. Essa ação será realizada por meio da capacitação e a inserção de mais profissionais do ramo jurídico, a fim de mitigar o imbróglio da corrupção. Ademais, compete ao Governo Federal, na figura do Ministério da Educação, conceder um benefício, em dinheiro, aos sujeitos que, por conta da crise financeira, tiveram que deixar as escolas para trabalharem, para que voltem a estudar. Assim, o direito à educação será, então, inserida para todos.