Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 11/01/2021
O educador e filósofo Paulo Freire afirma que “se a educação não pode transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Analisando o pensamento e relacionando a realidade do Brasil, percebe-se a necessidade de um olhar mais atento para o número de jovens que vem abandonando a escola. Diante dessa perspectiva, não a dúvida de que a evasão escolar é um desafio no país, o qual ocorre, infelizmente, devido não só a impedimentos financeiros, como também devido à dificuldade de chegar ao local escolar. Nesse sentindo, é necessário que subterfúgios sejam encontrados para resolver essa inercial problemática.
A priori, a educação é um fator principal no desenvolvimento do país. Hordiernamente, ocupando a nona posição na economia mudial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema de ensino acessível, contudo a realidade é justamente o oposto. De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o Brasil apresenta a terceira maior taxa de evasão escolar entre os 100 países com maior Índice de Desenvolvimento Humano. Diante do exposto, fica nítido que o abandono das escolas é cada vez mais comum entre os estudantes brasileiros e isso tem como uma das causas a dificuldade de acesso aos centros educacionais, principalmente nas zonas rurais, onde muitas vezes não há transporte público para locomover os estudante.
Faz-se miter, ainda, salientar os impedimentos financeiros como impulsionadores da evasão escolar. Segunda a Organização Internacional do Trabalho, no Brasil, 68,8% dos rapazes com 15 a 24 anos que foram trabalhadores infantis concluíram no máximo a educação primária. Diante de tal contexto, pode-se afirmar que uma dos motivos desse problema é que, para ajudar os país, que às vezes até proíbem o filho de continuar os estudos, os estudantes começam a trabalhar sem ter completado os aprendizados. Outra explicação é que muitos jovens querem começar a ter certa autonomia financeira o mais rápido possível, então abandonam a escola para se dedicar mais ao trabalhoe terem um retorno financeiro instantâneo.
Interfere-se, portanto, que ainda há entravas para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Desta maneira, urge que o Governo, junto com o Ministério da Educação, deve criar projetos para a construção de escolas públicas em bairros periféricos e em zonas rurais, para facilitar o acesso dos cidadãos destas áreas. Além disso, as escolas, tanto públicas quanto particulares, devem criar programas de interação e aprendizado com o objetivo de aumentar o interesse dos jovens em continuar a estudar. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora nas condições educacionais.