Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 11/01/2021
Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é descrita uma sociedade perfeita, livre de conflitos e problemas. No entanto, isso não se reflete no Brasil, uma vez que o desafio da evasão escolar é uma realidade. Esse contraste é fruto, tanto pela baixa renda de algumas famílias, quanto por conta da indiferença que grande parte da população têm sobre tal assunto.
Em primeira análise, vale destacar que, segundo pesquisa divulgada pela “Veja”, grande parte da saída escolar se deve à necessidade da criança/ adolecente trabalhar para ajudar na renda da casa. Portanto, devido a essa situação, grande parte da população está sendo privada de um dos direitos fundamentais defendidos pela Constituição federal de 1988 e pela ONU (Organização das Nações Unidas), a Educação. Consequentemente, esse acontecimento prejudica tanto o Brasil, quanto o indivíduo, visto que o cidadão que não concluiu a escola não terá especialização na mão de obra.
Ademais, vale ressaltar que a “Atitude Blasé” - termo proposto pelo sociologo alemão Simmel - ocorre quando o indivíduo passa a agir com indiferença em meio às situações que ele deveria dar atenção. A esse respeito, ao se analizar a atitude tanto da população, quanto do governo sobre a evasão escolar nada se percebe. À vista disso, o problema tende a piorar cada vez mais, como já acontece em Minas, onde as matrículas no ensino médio cairam 10,2% nas escolas, de acordo com pesquisa exposta pela “O Tempo”. Por isso, é necessária a tomada de medidas do governo para que esse problema não se perpetue cada vez mais.
Assim sendo, medidas cabíveis são essenciais para conter o avanço dessa problemática na sociedade brasileira. Logo, o Ministério da Educação e o da Economia devem ajudar as famílias mais necessitas, por meio do oferecimento de bosas aos estudantes, a qual será doada uma quantia de 350 reais por aluno, sob condições minimas de 75% de presença escolar, com o intuito de reduzir a evasão escolar no Brasil.