Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 11/01/2021
Na Constituição Brasileira de 1988, há a garantia do direito à educação para todos os cidadãos do país. Entretanto, na realidade, milhares de crianças e adolescentes abandonam as escolas e a própria educação, aspecto imprescindível para a formação pessoal dos indivíduos. Nesse sentido, essa evasão escolar deve-se principalmente à insuficiência financeira de certas famílias e à inacessibilidade das instituições de ensino.
Em primeira análise, a necessidade precoce dos jovens de complementar a renda familiar é uma das principais causas da problemática em questão. Nesse contexto, vale ressaltar o romance Vidas Secas, de Graciliano Ramos, que retrata duas crianças, moradoras do sertão nordestino, que não frequentam escolas e ajudam o pai nas tarefas de pastor. Dessa forma, apesar da localidade específica da ficção, esse cenário é visto em todo o território brasileiro. Logo, os jovens afastam-se do aprendizado para trabalhar informalmente e, assim, interrompem seus desenvolvimentos intelectuais. Ademais, a situação precária dos colégios, quanto à acessibilidade para alunos deficientes, impede a solução dessa evasão. A respeito disso, segundo o portal de informações “Rede Brasil Atual”, somente 5% das crianças que possuem deficiências físicas ou psíquicas chegam ao ensino médio. Além disso, de acordo com essa fonte, 29 mil escolas brasileiras não são adaptadas para receber esses indivíduos. Desse modo, fica evidente que a ausência de estruturas de inclusão e suporte pedagógico, como rampas de acesso para cadeirantes e professores especializados, é um catalisador do aumento das taxas de abandono escolar no Brasil. Outrossim, a falta de atenção estatal nessa área de atuação dificulta a mitigação do problema. Em suma, cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável por gerir o ensino e o aprendizado dos cidadãos, elaborar programas sociais de acessibilidade voltadas às famílias financeiramente carentes e aos alunos portadores de incapacitações. Essas medidas serão realizadas por meio do fornecimento de auxílios monetários aos necessitados e do investimento em infraestrutura de suporte às adversidades desses jovens deficientes. Por fim, tais ações têm o objetivo de manter a população nos estudos e exercer plenamente a Constituição.