Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 11/01/2021

Promulgada pela Organização das Nações Unidas, em 1948, uma Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os direitos básicos, tais como: educação e bem-estar social. No entanto, o Brasil se afasta dessa realidade ao se analisar o índice de evasão escolar no país. Assim, a infraestrutura nacional ineficiente, em consonância com a necessidade do indivíduo em ajudar na renda da família, tornam-se os pilares desse imbróglio.

Em primeiro lugar, cabe ressaltar que a precária infraestrutura brasileira é a principal potencializadora desse impasse socioeconômico. Nessa linha de pensamento, o sociólogo Emile Durkheim, em sua análise da política contemporânea, menciona que é dever do Estado proporcionar para os cidadãos um ambiente na qual se consiga exercer todos os direitos sociais na prática. Porém, o Brasil se destaca negativamente ao se observar a sua infraestrutura, na qual dificulta o acesso à educação, como preços caros em transporte e falta de auxílios, por exemplo. Logo, essa conjuntura atual de ausência de aparatos políticos aumenta o processo de evasão escolar.

Em segundo lugar, surge a dificuldade em conciliar trabalho e estudo como reflexo direto desse alarmante panorama nacional. Nesse espectro, o site O Globo divulgou uma pesquisa na qual informa que cerca de 40% dos estudantes do ensino médio dos colégios públicos do Rio de Janeiro trabalham nas horas vagas. Por conseguinte, é possivel compreender que, com a precisão de ajudar na renda da família, o indivíduo acaba priorizando o trabalho em detrimento dos processos acadêmicos, de modo a abandor os estudos, o que evidencia as mazelas da sociedade desfavorecidas brasileira.

Fica evidente, portanto, a relevância do debate acerca da evasão escolar no Brasil. Desse modo, o Superministério da Economia - principal responsável pela infraestrutura do país - deve, por meio de um maior direcionamento de verbas ao âmbito social, promover de forma eficiente e ampla a recepção de auxílios estudantis para a população economicamente desfavorecidas de estudantes, de modo que se torne possível contribuir na renda da família e proporcionar um bom acesso as salas de aula, ajudando no pagamento de transporte público, por exemplo. Tal plano deverá focar, principalmente, em construir uma sociedade permeada não só pela priorização dos estudantes mas também pela eficiência do sistema educacional público, visto à redução da evasão escolar. Somente assim, com essas medidas, a sociedade poderá gozar dos direitos promulgados em 1948.