Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 11/01/2021
A revolução industrial desencadeou profundas transformações para a humanidade, como o surgimento da indústria e do capitalismo, entretanto, impulsionado pelo êxodo rural, desencadeou o aumento da exploração do trabalho infantil. Atualmente, assim como no século XVIII, a educação não é valorizada e muitas crianças são encontradas trabalhando. Desta forma, nota-se que, tanto a vulnerabilidade econômica da população quanto o modelo de ensino arcaico constituem os principais empecilhos da evasão escolar no Brasil.
Em primeira análise, é evidente que o ensino tradicional, voltado para a aprovação em concursos, desanima os alunos e é uma das principais causas do abandono escolar. Essa prática pedagógica estratificada, sem debate e majoritariamente teórica contribui para a desvalorização da educação, visto que afasta o interesse e não estimula o aprendizado ativo do estudante, que em salas de aula apenas escuta e não participa da formação do conhecimento, dificultando o entendimento do conteúdo. Apesar de fazer parte do processo educacional, ela não deve limitar-se a isso, uma vez que é necessário construir uma educação mais humanizada e integrada, na qual a colégio faça parte da vida do discente estruturando uma ponte com a família.
De mesmo modo, destaca-se a precária condição financeira de grande parte da população brasileira que, assim como na revolução industrial, induz crianças e adolescentes a interromperem seus estudos e entrarem no mercado de trabalho precocemente para contribuir na renda familiar. Além dessa barreira, a falta de investimento do Estado, como no transporte escolar para comunidades carentes e o incentivo financeiro ao jovem, entrava o acesso dos cidadãos mais pobres às instituições e complica a continuidade da vida estudantil.
Portanto, para reduzir a evasão escolar, problemática esta presente no Brasil a séculos, o Estado deve, por meio do Legislativo, elaborar uma lei de incentivo estudantil, e por intermédio do Tribunal de Contas da União direcionar verba para o Ministério da Educação. Com isso, a instituição poderá ofertar bolsas de estudos a discentes da rede pública para que os alunos possam ajudar no sustento da família e não necessitem trabalhar, consequentemente, reduzindo o número de indivíduos que desistem dos estudos.