Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 11/01/2021

Fred e Jorge são personagens fictícios do universo de Harry Potter que, por se encontrarem desestimulados, abandonam Hogwarts e nunca completam seus estudos. Fora de ficção, a realidade não é diferente, jovens, por falta de estimulos ou dinheiro, estão saindo das escolas antes de finalizá-las, aumentando o número de evasão escolar no Brasil. Nesse sentido é necessário que o Governo tome medidas para reverter o quadro atual.

Em primeiro lugar, o Estado, visto a falta de projetos para a permanência e reinserção dos jovens na educação, não demonstra o interesse necessário em mantê-los nas escolas. Dessa maneira, é natural que a evasão escolar já existente não diminua. Entretanto, a falta de investimentos nos estudos é logo revertido em gastos de segurança pública, pois, consoante Pitágoras em “Educai os jovens e não será necessário puní-los”, uma sociedade que não educa sua população, necessariamente, precisará puní-la. Desse modo, o problema da evasão escolar passa a ser um problema futuro de segurança pública e deve ser tratada de maneira séria.

Ademais, a realidade de muitos brasileiros os obriga a terem que se preocupar mais em ter o que comer do que em terminar os seus estudos. Atrelado a isso, o estudo Aprendizado em Foco aponta que a média salarial por pessoa das famílias dos jovens que terminam o ensino médio na idade certa - até 17 anos - é de R$ 885,00, enquanto o de não concluintes é de R$ 436,00. Nessa linha, apesar da Declaração de Direitos Humanos assegurar que “Todo ser humano nasce livre e igual em direito e dignidade”, é perceptível que a diferença de realidade do brasileiro tem influência direta na permanência escolar do mesmo.

Assim, o Governo Federal, juntamente com o Ministério da Educação, deve criar um projeto chamado “É divertido estudar”, de modo a promover um ensino mais dinâmico, através da inserção de matérias extracurriculares de acordo com os gostos de cada região, e aumentar as pesquisas de extensão assalariadas, como a FAPERJ, através da maior alocação de recursos destinados à educação, atendendo a todos os jovens que tenham interesse em participar. Em decorrência disso, seriam evitados casos como o de Fred e Jorge e dos jovens de baixa renda citados no texto, assegurando uma educação mais igual para todos.