Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 12/01/2021

O físico Albert Einstein, em sua literatura, define a educação como herança que a sociedade deixa para perpetuação do futuro. Com efeito, o poder de tal legado ecoa, na atualidade, como engrenagem evidente na vida dos jovens. No entanto, é inegável a realidade brasileira, na qual persiste a evasão escolar da juventude. Nesse sentido, faz-se necessário analisar o efeito da desigualdade social e a falta do suporte do Estado como fatores dessa problemática, a fim de conscientizar os jovens brasileiros da importância da educação para o futuro.

De início, é coerente assinalar o contexto que induz a continuação da evasão escolar no Brasil. Nesse viés, o livro “Cidades de Papel”, do escritor John Green, ilustra a realidade de Margot, uma estudante que recorre à fuga como meio de deixar sua vida insatisfatória em busca de qualidade e liberdade. De fato, essa é a situação de mais da metade dos jovens brasileiros, segundo dados do IBGE, os quais deixam de estudar, muitas vezes por falta de estrutura nas escolas e por necessidade da família, e começam a trabalhar, na esperança de alcançar a mesma felicidade da personagem do romance. No entanto, devido à saturação do mercado de trabalho e à falta de qualificação profissional, o sonho desses jovens são despedaçados, e o paradigma de desigualdade no Brasil enraiza-se cada vez mais na cultura nacional.

Sob outra perspectiva, é fundamental apontar a inaptidão do Estado como impulsionadora do desinteresse dos jovens estudantes em permancer na escola. Nesse viés, evidencia-se a negligência do primeiro setor com as instituições de ensino - responsáveis pela formação moral dos estudantes - quando se considera a precariedade dos sistemas de transporte escolar, a falta de professores na escola e a carência de políticas - associadas à ação do conselho tutelar - de conscientizar os estudantes das consequências da evasão. Por conseguinte, a instituição falha com seu dever, de acordo com o Artigo 6° da Carta Magna, de proteger o direito à educação.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o governo, por intermédio de políticas públicas, incentive a permanência dos estudantes - prevê-se o uso de medidas como o financiamento dos cofres muncipais e estaduais, investimento em infraestrutura e progrmas de conscientização comunitários - com intuito de garantir o futuro dos jovens e, assim, honrar as palavras do físico alemão.