Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 13/01/2021

“A ignorância nunca resolve uma questão.” A afirmação atribuída ao ex-primeiro-ministro da Inglaterra Benjamin Disraeli, pode ser facilmente aplicada a evasão escolar e a realidade brasileira, já que a incapacidade dos indivíduos em analisar essa realidade problemática, de forma racional e crítica, solidifica a escassez de medidas para sua erradicação. Certamente, percebe-se que esse cenário é advindo da ineficiência governamental frente à medidas para extinguir a supressão desse direito social. Desse modo, não só a falha educacional, como também as condições socioeconômicas de parte da população atuam agravando o quadro geral.

Convém analisar, inicialmente, que a falha educacional, gera a dificuldade para a permancência dos alunos nas instituições escolares. Isso ocorre porque a educação, principal ferramenta responsável pela socialização do cidadão, possui uma equivocada visão a respeito da formação dos discentes, uma vez que ensina de modo generalizado o conteúdo para o sujeito, sem levar em consideração dificuldades particulares de alguns, o que é característico das escolas públicas, por exemplo. Nesse sentido, fica claro que o conteudismo nas escolas aliado à falta de uma atenção especial, quando necessária, voltada para o indivíduo constitui um dos impasses que corroboram na evasão escolar a medida que esses alunos não são acolhidos pelo ambiente educacional de acordo com suas carências.

Outrossim, a condição socioeconômica resulta na desigualdade social, que também constitui uma das causas para a evasão escolar. A saber, infelizmente, devido à falta de estabilidade financeira nos lares,  o aluno em condição de vulnerabilidade social opta pelo trabalho como um meio de auxiliar na manutenção da familía, o que atrapalha na maioria das vezes o desempenho escolar de maneira que a fuga se torna a opção mais viavél. Esse panorama, vai de confronto a máxima exposta pelo sociólogo Thomas Humphrey, de que ser um cidadão é gozar plenamente de direitos civis, políticos e sociais, visto que a evasão escolar é fruto da desigualdade social e predomina no país.

Fica evidente, portanto, a urgência de medidas para coibir a evasão escolar e reverter a realidade brasileira. Logo, é dever do Ministério da Educação promover nas escolas políticas capazes de acolher todas as dificuldades dos alunos por meio da disponibilização gratuita de professores destinados somente à reforços em todas as disciplinas desde o ensino fundamental ao médio com intuito de extinguir as dúvidas ou possíveis falhas que possam prejudicar esse sujeito futuramente. Ademais, cabe à esfera estadual combater a vulnerabilidade social por intermédio do subsídio de cestas básicas mensais de acordo com a necessidade da familía do estudante com a finalidade de impedir que a desigualdade social seja um impedimento para que o sujeito estude de modo igualitário e justo.