Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 13/01/2021
A série brasileira “Segunda chamada”, produzida pela rede globo, retrata as dificuldades enfrentadas por alunos para conseguirem estudar em meio a muitas dificuldades, diversas vezes tendo que abandonar os estudos. Fora das telas, essa é a realidade de muitos brasileiros. Neste sentido, no que se refere à questão da evasão escolar no Brasil, percebe-se a configuração de um grave problema em virtude da insuficiência legislativa e da necessidade de trabalhar.
Primeiramente, é importante ressaltar que a falta de comprometimento político está fortemente ligado à evasão escolar. Haja vista a Constituição da República, artigo 205, que consta ser dever do estado garantir o direito a educação para todos. Porém, esse direito acontece somente na teoria, na prática, a educação é uma realidade distante para muitos jovens. De acordo com o Ministério da Educação, 23 mil estudantes estão fora das escolas por não terem transporte escolar, principalmente na região Nordeste e nas zonas rurais. Posto isso, a lei não cumpre seu papel de garantir esse direito a todos os brasileiros.
Além disso, outro problema muito alarmante é a dificuldade financeira enfrentada por muitos estudantes. Consequentemente, cabe a eles terem que escolher entre estudar ou ajudar a família financeiramente. De acordo com a pesquisa feita pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGS), 24% da evasão escolar se deve a pessoas que precisaram escolher o trabalho. Sendo assim, essas pessoas acabam sendo prejudicadas futuramente, tendo problemas para conseguirem um emprego fixo, ingressar em um curso e até mesmo de retornarem ao ambiente escolar, por se sentirem atrasados ou inferiores aos demais alunos.
Portanto, para solucionar o problema da evasão escolar no Brasil, medidas precisam ser tomadas. Faz-se necessário que o governo estadual, juntamente com os governos municipais, invistam em compras de ônibus para os municípios, a fim de existir uma maneira fixa e gratuita de transporte para estudantes que habitam em localidades distantes da escola, possibilitando a eles a oportunidade de frequentar o ambiente escolar. Ademais, cabe também ao governo aumentar as vagas de jovem aprendiz, para que então haja a chance de conciliar os estudos ao trabalho, consequentemente criando experiências para uma futura profissão e diminuindo a necessidade de terem que escolher entre trabalhar ou estudar.