Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 13/01/2021
Nelson Mandela dizia que a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo. Entretanto, com o crescente índice de evasão escolar, potencializado pela pandemia de corona vírus, essa arma está sendo ameaçada no Brasil. Principalmente em decorrência das dificuldades financeiras que marcaram o último ano e a falta de incentivo na continuidade dos estudos.
Em primeiro plano destaca-se os empecilhos ocasionados pela pandemia no setor financeiro das famílias. Muitas pessoas tiveram redução salarial ou viram-se desempregadas, consequentemente, os jovens foram obrigados a trabalhar a fim de complementar a renda familiar. Soma-se a esse fato a falta de acesso à aparelhos tecnológicos que possibilitariam a educação à distância no ano de 2020. O que motivou muitos alunos a abandonarem os estudos.
O segundo ponto é a realidade dos habitantes das zonas rurais do país, onde mesmo em anos comuns, sem a presença do covid-19, jovens não têm a opção de escolha entre estudo ou trabalho e são forçados, pela própria família, a se ocuparem nas lavouras desde muito novos. Essa situação caminha em desacordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que garante o direito a escola e educação.
Em suma, é sabido que a educação brasileira está sendo ameaçada pela evasão escolar. Contudo, essa situação pode ser revertida com a ação do Ministério da Educação em promover estratégias de busca das crianças e jovens que desistiram da escola, proporcionando aulas de reforço a fim de fazê-los se se sentir capazes. Outra medida a ser tomada é o fornecimento de apoio emocional e oficinas com psicólogos para os jovens e suas famílias para os convencerem da importância do estudo. É preciso ter em mente que os estudantes são muitos e precisam da atenção das escolas e das autoridades.