Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 12/01/2021

Na obra “A República”, do filósofo Platão, é retratada uma cidade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Entretanto, esse panorama está longe de ser realidade no Brasil, quando se trata da evasão escolar, que configura um problema no país. Nesse sentido, isso acontece pelo ensino ultrapassado atual, como também por negligência governamental.

Mormente, cabe ressaltar que o ensino arcaico é uma das razões pela qual o imbróglio perdura. De acordo com o filósofo Sêneca, “A educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida”. Nessa perspectiva, o método pedagógico aplicado se tornou defasado, na qual é visível a dificuldade de prender a atenção dos alunos e a falta de adaptação a realidade social dos estudantes, nos quais deixam a escola por desmotivação. Dessa forma, é inaceitável que essa situação vigente continue, na qual a educação é algo essencial numa nação e é algo assegurado constitucionalmente.

Ademais, vale salientar que a omissão estatal é outra dificuldade enfrentada. Conforme o sociólogo Zygmunt Bauman, em seu conceito de “Instituições Zumbi”, os institutos existem, mas não exercem suas funções. Nessa lógica, é perceptível os problemas de infraestrutura das escolas brasileiras, principalmente nas de ensino público e a desvalorização dos educadores, nos quais são profissionais essenciais na formação do cidadão. Logo, é inadmissível que os órgãos competentes seja omisso diante de um impasse nas quais precisa de soluções imediatas.

Portanto, a necessidade de solucionar a entrave. Para tanto, o Ministério da Educação (MEC), órgão responsável pela educação, deve criar novos métodos de ensino pedagógico, por meio de projetos voltados a inserir novamente os alunos nas escolas, a fim de alcançar e motivar esses estudantes ao caminho da educação. Além disso, compete ao Governo Federal, ramo encarregado da administração territórial, deve investir imediatamente em verbas na infraestrutura de escolas e na valorização dos educadores, por intermédio da formação de políticas públicas urgentes, objetivando alcançar o corpo social perfeito, retratado pelo pensador Platão.